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Campo Experimental da Empaer inicia pesquisa com a Pitaya

Sônia Maria Durval Trindade (Empaer)

Campo Experimental da Empaer de Tangará da Serra
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No último dia 30 de janeiro foi realizada uma visita ao Campo Experimental da Empaer em Tangará da Serra com a finalidade de acompanhar a pesquisa implantada com a cultura da Pitaya, em um convênio entre a Empaer (Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural) e a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Os objetivos principais do trabalho de pesquisa são de introduzir a cultura da pitaya e estudar o seu manejo, visando determinar seu itinerário agronômico, além de buscar novas alternativas que sejam viáveis técnica e economicamente ao pequeno produtor rural da região.

Entusiasmado, o pesquisador da Empaer e responsável pelo projeto, Helio Kist, relata que os resultados iniciais são bastante satisfatórios, e que os primeiros frutos produzidos pesaram entre 800 gramas e 1 kg, com uma qualidade superior em relação ao sabor. A pesquisa instalada conta com um total de 120 plantas, onde estão sendo estudados o manejo e a condução de 4 cultivares. A Pitaya, também conhecida como “fruta do dragão” ou “escamosa”, do gênero Hylocereus, é nativa de regiões da América Central e México, mas também cultivada no Brasil e na China.

As espécies mais conhecidas e comercializadas, especialmente pela qualidade dos seus frutos, são a pitaya-branca (rosa por fora e branca por dentro), a pitaya-amarela (amarela por fora e de polpa branca) e a pitaya-vermelha (avermelhada por fora e por dentro). A pitaya é uma planta perene, trepadeira, com caule cladódio e raízes adventícias responsáveis pela absorção de nutrientes e fixação. É uma crassulácea, tendo como características básicas dias longos e florescimento a noite. Rica em nutrientes como as vitaminas C, B1, B2 e B3 e minerais como ferro, cálcio e fósforo, a pitaya oferece excelente alternativa para a alimentação. As quatro cultivares estudadas em Tangará da Serra são a alongada, saborosa, redonda e de Figueirópolis.

Helio explica que a propagação da pitaya ocorre por meio de mudas obtidas de estacas originadas dos cladódios* (caules modificados). O pesquisador recomenda o preparo das mudas em sacos plásticos, que serão posteriormente repicados para o local definitivo, onde serão plantados em espaçamento de 3,0 metros entre linhas por 2,5 metros entre plantas na linha. É necessário análise de solo para recomendação de adubação. Cuidado especial deve ser dedicado a adubação na cova, especialmente com o fósforo. Deve-se preferir habitats sombreados, mas não excessivo, muito embora este experimento está sendo conduzido a pleno sol.

A fruta

A pitaya pode ser consumida diretamente pela polpa ou através de sucos, sozinha ou combinada com outros alimentos como hortelã, gengibre e abacaxi, utilizando-se para o preparo água ou água de coco.

 

*Cladódios são caules modificados que ocorrem em plantas que perderam as folhas no processo de evolução como adaptação a condições de clima seco.