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Mulheres rurais participam do curso de derivados de leite

Sônia Trindade

Escritório Colniza
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Com a participação de 12 mulheres rurais foi realizado nos dias 15 e 16 de fevereiro, um curso sobre derivados de leite, no Assentamento Rural Perseverança Pacutinga, localizado no município de Colniza ((1.065 km a Noroeste de Cuiabá). A extensionista social da Empaer, Conceição Santana Ribeiro ministrou o curso com informações técnicas de como fazer requeijão cremoso, queijo minas frescal branco e temperado, queijo meia cura, pré-cozido, iogurte, gelatina de morango, doce de leite pastoso e em barra, licor de leite e outros.

 Conceição destaca que a finalidade do curso foi produzir derivados do leite com qualidade, mostrar a técnica para fabricação dos produtos com tecnologia de fabricação de queijo minas frescal. E também, como aproveitar o soro na fabricação de ricota, patê, bebida láctea e a técnica de como pasteurizar o leite cru.  De acordo com a extensionista, o aproveitamento do soro é uma surpresa para muitos produtores, que utilizam na alimentação dos suínos ou acaba sendo descartado.

  A produtora rural Evanilde de Oliveira dos Santos, comentou a importância de estar participando pela primeira vez do curso de derivados de leite e lembrou que o preço do leite in natura não tem muito valor comercial e com a transformação do produto poderão ter mais lucro com menos leite. “Recebemos orientações técnicas sobre boas práticas na fabricação e como fazer vários produtos passo a passo. Aprendi muito com o curso e já estou fazendo doces e derivados”, enfatiza.

Cuidados com a ordenha e alimentação do bovino

O médico veterinário da Empaer, Willian Kasper, proferiu uma palestra sobre qualidade do leite e ordenha higiênica. Ele explicou que a pessoa responsável para retirar o leite da vaca precisa saber a importância do seu trabalho e evitar a contaminação, principalmente com cuidados com a saúde e hábitos higiênicos como, por exemplo, não fumar, cuspir, comer ou assuar o nariz durante a ordenha.   Além de manter as unhas cortadas, limpas e usar roupas adequadas para a atividade.

Outro ponto importante para manter a qualidade do leite é utilizar água para lavagem das mãos, utensílios, equipamentos de ordenha e das tetas dos animais para evitar contaminação do leite.  Willian explicou que o local da ordenha deve ser apropriado para realização da atividade, ou seja, local coberto, chão revestido de cimentado, limpo e, se possível, com uma parede para proteger o leite contra contaminação pelo acúmulo de esterco e urina no local da ordenha.

O engenheiro agrônomo da Empaer, Eduardo Ferreira falou durante sua  palestra sobre a importância na implantação da capineira, cultivo com forrageiras para corte dando uma alternativa para alimentação do rebanho na época da seca e utilizada  na produção de feno e silagem.  “Essas estratégias podem evitar quedas na produção do leite e da carne no período da estiagem”, declara Eduardo