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Pecuaristas conhecem proposta de centro de pesquisas à produção de gado de corte

Rose Domingues | Assessoria Nelore-MT

Nelore-MT
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A proposta de um implantação de um centro de pesquisas aplicadas à produção de gado de corte foi apresentada a produtores rurais pelo pesquisador da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Rodrigo Pacheco. O evento ocorreu nesta segunda-feira (07.05), na Associação dos Criadores de Nelore de Mato Grosso (ACNMT), em Cuiabá. 

Como contrapartida do Governo do Estado, a Empaer disponibiliza uma área de 208 hectares, em Nossa Senhora do Livramento. A construção do centro requer investimento inicial de R$ 2,1 milhões, inclui espaços de confinamento, maquinário, benfeitorias, pastagem, centros de manejo e o projeto.

“Esses investimentos que vamos buscar viabilizar junto à iniciativa privada vão podem transformar Mato Grosso em um polo tecnológico de produção de bovinos de corte. Mas, para isso, teremos de organizar a cadeia produtiva, reunindo instituições públicas, privadas, frigoríficos, pecuaristas e universidades em torno do mesmo objetivo, como aconteceu com a cadeia do arroz em 2005”, disse o pesquisador, que é doutor em Zootecnia pela Universidade de São Paulo (Unesp) Botucatu.

Para o presidente do Sindicato Rural de Cuiabá, Jorge Pires de Miranda, além de fomentar as áreas de pesquisa, o projeto tem condições de viabilizar formação de mão de obra qualificada em Cuiabá e Várzea Grande, onde residem mais de 1 milhão de habitantes. “Vamos tirar pessoas da clandestinidade, gerar emprego, renda e oportunidades”.

Também avaliou positivamente Normando Corral, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), que aposta no protagonismo do setor produtivo para alavancar ainda mais a economia e o desenvolvimento de Mato Grosso. “O conhecimento é sempre algo bom, porque agrega valor ao nosso negócio e também promove melhor condição de vida às pessoas”.

A atuação conjunta das instituições, entre elas do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), vai ser decisiva para que o Estado avance. Essa é a avaliação do presidente da Empaer, Cândido dos Santos Rosa Júnior. “Nosso pesquisador tem expertise em novos projetos e projetos especiais, por isso quis trazê-lo para ter esta primeira conversa com os produtores”. 

Esta é a segunda rodada de palestras promovida entre abril e maio pela ACNMT, que conforme o presidente Mario Candia, quer estimular cada vez mais o produtor a participar e melhorar suas práticas. “Com isso, vamos agregar mais informação, tecnologias e, claro, maior rentabilidade”.

No dia 23 abril, esteve na associação o professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Jaboticabal, Flávio Dutra Resende, que é pesquisador doutor na área de zootecnia, que aposta na criação de um selo de origem e de qualidade para criar um nicho de mercado para a carne produzida no estado. Mato Grosso possui o maior rebanho bovino do país, com aproximadamente 30,3 milhões de animais, dos quais 80% desse total da raça Nelore.

Tecnologias

As novas tecnologias visam promover melhorias em diversas áreas, como genética, de aditivos alimentares, sistemas de produção e melhoradores da qualidade de carne. Tudo reflete em melhores padrões de carcaça, terminação de gordura, idade dos animais a serem abatidos, qualidade, acabamento e maciez da carne. 

No mesmo espaço vão estar quem gera tecnologia e também o produtor rural, para que essas ideias sejam usadas mais rapidamente no campo e promovam de fato a melhoria na qualidade da carne. 

“Temos uma cadeia produtiva muito antiga, com mais de 60 anos, porém, ela ainda não é madura se comparada com Estados Unidos e Austrália onde todos os integrantes, entre eles produtores e frigoríficos, trabalham conjuntamente”, explicou o Rodrigo Pacheco, apontando este como um dos importantes desafios do centro de pesquisas.