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Agricultores de Diamantino implantam sistemas agroflorestais para produção de alimento

Agricultores de Diamantino implantam sistemas agroflorestais para produção de alimento
Rosana Persona (Jornalista)

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Com objetivo de reduzir o desmatamento, recuperar áreas degradadas e gerar renda, agricultores familiares dos Assentamentos Rurais Bojuí, Caeté e Diocese, localizados na Bacia do Rio Paraguai, no município de Diamantino (208 km a Médio Norte de Cuiabá), estão diversificando a produção de alimentos com a implantação dos Sistemas Agroflorestais (Saf’s). O trabalho está sendo executado numa área de 3 hectares, dividida em 2 mil metros quadrados, com atendimento para 15 produtores rurais. A Associação da Agricultura Familiar Sustentável Policultura (Ceiba), em parceria com a Associação dos Mini e Pequenos Produtores do Córrego Grande e Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), participa da ação que está sendo realizada por meio do “Projeto Agroflorestas - diversificando a produção de alimentos e gerando renda”, com recursos do Fundo da Amazônia na ordem de R$ 60 mil, por um período de 2 anos. Os sistemas agroflorestais são consórcios de culturas agrícolas com espécies arbóreas que podem ser utilizados para restaurar florestas e recuperar áreas degradadas. O secretário da Ceiba, Antônio Augusto Marques Martins, explica que o projeto tem a finalidade de fortalecer a produção de plantas nativas, tais como pequi, cumbaru, araçá, mangaba e outras. E também o plantio de hortas. “O foco é trabalhar os dois juntos, trazer tecnologias de Saf’s limpa e produzir hortaliças garantindo renda e lucro para as famílias rurais”, enfatiza Antônio. A engenheira agrônoma da Empaer, Josivanny Santos, ressalta que o conhecimento prático dos agricultores, aliado ao dos técnicos, é fundamental para a implantação e condução do sistema. “Cada Saf’s é único e servirá de vitrine para os demais agricultores. Ao final do processo espera-se que outros produtores da região adotem o sistema em suas propriedades”, enfatiza Josivanny. A extensionista social da Empaer, Amélia Pudlo, explica que o Projeto foi contemplado pelo Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) dentro do Programa de Pequenos Projetos Ecossociais (PPP-ECOS). E destaca que os produtores rurais trabalham em forma de mutirão para implantação dos Saf’s, e nesta etapa, é realizada a limpeza da área, levantamento dos canteiros, abertura das covas, semeadura, plantio de mudas e a deposição de material orgânico. Conforme Amélia, a Empaer está auxiliando na implantação dos Saf’s, acompanhando todo o processo a fim de diversificar a produção nos lotes das famílias como uma estratégia de fortalecimento da agricultura. “A maioria dos agricultores comercializam para o mercado institucional e feira municipal. Os Saf’s vão fortalecer este segmento e desenvolver o potencial produtivo dos agricultores”, esclarece Pudlo.