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Câmara Técnica discute produção de trigo em Mato Grosso

Câmara Técnica discute produção de trigo em Mato Grosso
Cristiane Celina (Assessoria)

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A 2ª Reunião da Câmara Técnica do Trigo, neste ano de 2010, foi realizada na manhã desta quinta-feira (06.05) para discutir a problemática enfrentada pelo segmento e implantar soluções que garantam a efetividade do setor produtivo da triticultura em Mato Grosso. Hoje Mato Grosso conta com uma inexpressiva produção de trigo, mas o Brasil consome de 5 a 6 milhões de toneladas/mês e a maior parte do trigo que utilizamos vem da Argentina, Uruguai e Paraguai. “O Governo Federal tem uma linha de apoio especial que pode ajudar no desenvolvimento da cultura de trigo em Mato Grosso. Nós, como Governo Federal, temos interesse que haja produção de trigo em Mato Grosso”, ressaltou Silvio Farnese, Coordenador Geral de Cereais e Culturas Anuais da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). “Nós temos hoje na empresa uma produção de 3 mil toneladas/mês de farinha de trigo, produzimos quase menos da metade do que seria o ideal de produção para o Estado todo. Então essas reuniões servem para fomentar o plantio e a produção como um todo”, destacou Carlos Garcez, empresário do Moinho Mato Grosso. “A Câmara é um instrumento de governo que é vinculado ao Conselho Agrícola do Estado por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (Seder) e nós estamos aqui para garantir a formulação de políticas de governo para alavancar este instrumento que é o ‘pão-nosso de cada dia’, o trigo. Mato Grosso tem potencial, pois temos um consumo de mais ou menos 10 mil/toneladas/mês, um potencial de 40 mil hectares de área de ‘pivot’, que pode se tornar área de trigo irrigado; temos tecnologia e instrumentos técnicos para o trigo ser produzido aqui no Estado”, disse Hortêncio Paro, pesquisador da Empresa Matogrossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e coordenador da Câmara Técnica do Trigo em Mato Grosso. E ainda ressalta: “Nós estamos aqui fazendo a ligação entre o agricultor e a indústria: o produtor cultiva a matéria-prima que o Moinho precisa e o Moinho viabiliza essa matéria-prima, que, por estar mais próxima de casa, há um barateamento de custo, frete menor e com menos dificuldades. Trazer uma farinha de trigo da Argentina e Paraguai é muito mais difícil do que comprar o trigo de Primavera do Leste e Lucas do Rio Verde, então, essa é a batalha do governo: criar essa comissão para que os setores envolvidos falem a mesma língua e formem parcerias produtivas”. Também estiveram presentes à reunião representantes da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso e representantes da Secretaria de Desenvolvimento Rural (Seder), onde foi realizada a reunião.