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Capacitação para agricultores familiares no assentamento Dorcelina Folador

Capacitação para agricultores familiares no assentamento Dorcelina Folador
Rosana Persona (Jornalista)

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A pesquisadora da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Dolorice Moreti, proferiu palestra sobre a cultura da mandioca durante a capacitação em organização da cadeia produtiva para famílias assentadas da reforma agrária. Foram discutidas também as cadeias produtivas do leite e castanha do Brasil. O evento aconteceu nos dias 24 a 28 de fevereiro, no Centro de Formação e Pesquisa Olga Benário Prestes, no Assentamento Dorcelina Folador, no município de Várzea Grande. Na capacitação da cultura da mandioca, a pesquisadora Dolorice abordou informações técnicas, potencialidade do produto, processo de produção de raiz da mandioca para consumo in natura, farinha e fécula. Ela enfatiza que a mandioca tem 100% de aproveitamento. A casca pode ser usada na alimentação animal e a manipueira como adubo orgânico e insumo agrícola, além de ser utilizado na produção de vinagre, indústria de tijolos e tintas . Segundo Moreti, as orientações técnicas têm o objetivo de fornecer aos produtores rurais um conjunto de práticas recomendáveis como garantia de rendimento e menor custo de produção. A mandioca é considerada a segunda cultura mais importante da cadeia produtiva no Estado, ficando atrás apenas da pecuária de leite. Mato Grosso tem uma área plantada de 25 mil hectares de mandioca. A pesquisadora avalia o desempenho de 70 materiais genéticos de mandioca de indústria e mesa, nos campos experimentais de Acorizal e Cáceres. “Estamos selecionando variedades resistentes a pragas, doenças e mais indicada para atender o agricultor familiar”, ressalta Moreti. O produtor rural David Pereira Alves, do Assentamento Rural Mártires do Carajás, possui uma área de 20 hectares de terra, e planta um hectare de mandioca. Ele comenta que a intenção dos assentados é aumentar a produção para atender a agroindústria que será instalada no assentamento. Para o funcionamento da farinheira é necessário um plantio de no mínimo 15 hectares. “Estamos avisando os assentados a plantarem mandioca e também os produtores da região que queiram participar desse projeto conosco”, comenta David. O engenheiro agrônomo Lindomar de Oliveira Alves e um dos organizadores do evento, fala que a capacitação é para fortalecer a troca de conhecimentos. Alves cita que no município de Poxoréo, será instalada uma das mais modernas farinheiras, com um orçamento de R$ 1,05 milhão e capacidade para atender diretamente 260 famílias de produtores rurais. “Com alto padrão e tecnologia o projeto da agroindústria será gerenciado e coordenado pelas famílias assentadas”, enfatiza Lindomar. A capacitação contou com a participação de mais de 40 famílias, entre jovens, mulheres e produtores rurais.