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Cisternas são instaladas em assentamentos rurais no Vale do Rio Cuiabá

Cisternas são instaladas em assentamentos rurais no Vale do Rio Cuiabá
Rosana Persona (Jornalista)

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Devido a escassez de água nos assentamentos rurais, Dorcelina Folador e Nossa Senhora Aparecida ( Sadia I ), localizado no município de Várzea Grande, no Vale do Rio Cuiabá, foram implantadas cinco cisternas de vinil com capacidade para armazenar oito mil litros de água. Com recursos na ordem de R$ 16.500,00, do Ministério Público de Mato Grosso, por meio do Juizado Volante Ambiental (Juvam) a Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e Empresa Mato-grossense de Pesquisa Assistência e Extensão Rural orientaram na instalação das cisternas. O engenheiro agrônomo do Incra, Samir Curi, fala que é um projeto piloto que pretende atender até 04 pessoas por família, durante um período de seis meses. Ele explica que a água armazenada será utilizada para consumo humano. Uma pessoa consome em média 10 litros de água por dia e em 180 dias, terá consumido 1.800 litros. “Além de garantir água para a família no período da seca, o mais importante é criar o hábito das famílias a utilizarem água das chuvas, que podem ser armazenadas e usadas para alimentação”, destaca Samir. Conforme Curi, a cisterna de vinil é instalada em um buraco de 2,6 metros de diâmetro e 1,5 metro de profundidade. A água chega à cisterna através de um tubo de plástico instalado na calha do telhado da casa. O kit contendo a estrutura metálica e a cobertura de vinil pesa apenas 60 quilos. Após cavar o buraco, o tempo de instalação é de 40 minutos. Os produtores são orientados a deixar que a primeira chuva lave o telhado e pelo menos uma vez por ano lavar a cisterna. O produtor rural, José Carlos dos Santos, do Assentamento Dorcelina Folador, cultiva flores tropicais e comercializa a produção nas floriculturas de Cuiabá e Várzea Grande. Ele comenta que na região a maioria dos produtores tem dificuldade para produzir devido à escassez da água e a cisterna poderá resolver uma parte dos problemas. O produtor Demétrio de Apolônio, do Assentamento Nossa Senhora Aparecida, produz maxixe, quiabo, abobrinha e está empolgado com a captação da água através das cisternas e já pensa em ampliar a produção. Acostumado com a falta d’água, o produtor rural, José Ito da Silva, tem em sua propriedade caixas para armazenar a água da chuva. Contente com o novo sistema de captação, que deixa a água limpa e pronta para o consumo, o produtor já pensa em ampliar a cultura da mandioca na propriedade. O coordenador do Escritório Metropolitano da Empaer, Gildo Alves Feitosa, ressalta que o projeto piloto poderá atender outras comunidades onde a água é insuficiente para atender a família, principalmente no período da seca.