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Crédito e assistência ampliam condições no campo

Crédito e assistência ampliam condições no campo
Cristiane Celina (Assessoria/Empaer)

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Aos 49 anos quando Hugo Antônio Vilela começou a receber assistência técnica do engenheiro Adnaldo Martins de Oliveira, da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) tinha horizontes limitados. Hoje, quatro anos depois, produz 170 litros de leite que entrega para a Cooperativa de Araputanga. E em menos de seis meses, tem metas para chegar aos 400 litros por dia, mais que dobrando sua produção e ampliando sua renda para mais de R$ 7 mil por mês. Para atingir esta meta ele conta com o apoio da Empaer que nesta primeira semana de julho esteve na casa de Hugo, no Sítio São José, a 14 quilômetros de Salto do Céu para avaliar a evolução das suas condições, desde que começou a receber assistência técnica. Ali, além dos trabalhos de ordenha mecânica e armazenagem do leite em um resfriador adquiridos com financiamento do Pronaf - Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, os técnicos da Empaer também viram a segunda atividade de apoio, o trabalho da esposa Deolinda Candeias Vilela que o acompanha há 25 anos e hoje se dedica a uma horta e aos serviços domésticos, evitando consumir produtos adquiridos na cidade e ampliando a renda familiar. "Quando eu estou mexendo na minha horta, eu esqueço do mundo lá fora, porque eu gosto de mexer na terra”, diz. Ela acorda todo dia às cinco horas da manhã e cuida pessoalmente da horta caseira, que tem nos fundos da casa. Além disso cuida da organização da casa e da alimentação. “Eu penso que tudo o que eu consumo em casa tem que sair daqui mesmo, já pensou se eu tivesse que comprar tomate, cheiro verde, farinha tudo no mercado?! Então eu não ia precisar morar no sítio não é?! Aqui eu faço farinha, pão e bolachas caseiras, até o fermento que uso no pão sou eu mesma que faço", ressaltou dona Deolinda. “Hugo é um produtor tradicional que faz parte das 90 famílias cadastradas e atendidas pelo Projeto Ater/MDA 2008 do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Esse dinheiro que o banco disponibiliza é mais virtual, visto que o produtor não fica com o dinheiro em mãos. As transações comerciais são feitas diretamente entre o banco e as empresas que vendem os implementos e insumos, através dos projetos”, ressaltou o engenheiro agrônomo Adnaldo. Hugo conseguiu atingir sua condição atual por meio de duas linhas de créditos franqueadas pelo Pronaf. Uma delas de R$ 50 mil para investimento na aquisição de 25 matrizes leiteiras da raça girolanda e a outra de R$ 50 mil para compra de ração, medicamentos, roçada de pasto, compra de óleo diesel para o trator e reforma de cerca.