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De pescador a piscicultor

De pescador a piscicultor
Lorena Bruschi (Assessora/Empaer-MT)

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Em aproximadamente dez anos é possível que a profissão de pescador não exista mais na bacia amazônica, pois nossos rios tem cada dia menos peixes. É o que afirma o Superintendente Federal de Pesca e Aquicultura, Ércio Arruda Lins. Para capacitar os pescadores da baixada cuiabana para a atividade da piscicultura, uma opção de fonte de renda, foi ofertado o curso Piscicultura em Tanque de Rede, oferecido pela Empresa Mato-Grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer-MT) em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). O curso Piscicultura em Tanques e Redes certificou nesta manhã (23.10) pescadores dos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Barão de Melgaço, Santo Antônio do Leverger, e Chapada dos Guimarães, que participaram de dois dias de curso somando 16 horas de aula. “Nossos rios não têm mais o potencial piscoso de antigamente, e o Estado está preparado para amparar os pescadores e os inserir em atividades rentáveis, como a criação de peixes em tanques”, explica o presidente da Empaer, Layr Mota. Ainda conforme Mota, a Empresa está cumprindo o seu papel de promover atividades que melhoram a vida das pessoas que se dedicam ao campo. Ir para o rio logo cedo apanhar peixes é a atividade que sempre sustentou a família do Nicácio José da Silva, que aprendeu com o pai a prática da pesca desde os 10 anos de idade. No entanto, agora ele entende que os rios não trazem mais as condições necessárias para extrair a mesma quantidade de pescado como antigamente. Por conta disso, ele já tentou mudar e ir pro ramo da cerâmica, mas hoje nem pensa em deixar de trabalhar com pescado. “Estou preparado para começar a trabalhar com piscicultura. Eu sou pescador profissional, com carteira desde o ano de 84, e com o aprendizado do curso e com a ajuda da Empaer eu vou seguir esse rumo”, contou o pescador. Para o Engenheiro Florestal Rogério Monteiro Costa e Silva, diretor de Extensão da Empresa, o potencial nesta área é grande no Estado. Mato Grosso é o maior produtor do país de peixes nativos, e tem fatores que o fazem ideal para a piscicultura. Um hectare de terra pode produzir em um ano cerca de 120 kg de carne bovina, no entanto, a mesma área tem potencial para entregar ao mercado de 100 a 300 toneladas de pescado.