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Embrapa e Empaer desenvolvem parcerias para controlar percevejos nos grãos e viabilizar a cadeia produtiva do arroz

Embrapa e Empaer desenvolvem parcerias para controlar percevejos nos grãos e viabilizar a cadeia produtiva do arroz
Rosana Persona (Jornalista)

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Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estiveram reunidos com a diretoria da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) para discutir as parcerias no estudo de percevejos - pragas e insetos sugadores, que atacam as culturas da soja, arroz, milho e feijão em cinco Estados do Brasil e a evolução da cultura do arroz no Estado de Mato Grosso, bem como ações para o desenvolvimento de tecnologias para viabilizar a cadeia produtiva. Com recursos na ordem de R$ 686 mil, oriundos da Embrapa e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), foi criada a Rede para estudo da bioecologia de percevejos fitófagos em sistemas integrados de produção de grãos para melhorar os procedimentos de manejo. O pesquisador da Embrapa Arroz e Feijão, José Alexandre Barrigossi, ressalta que o trabalho deverá ser executado num período de três anos e visa a obtenção de um produto e aprimorar técnicas para reduzir o uso de agrotóxicos. Em torno de 30 pesquisadores dos Estados do Paraná, Maranhão, Goiás, Tocantins e Mato Grosso vão participar da pesquisa. O pesquisador da Empaer, Valdevino Enedino Borges, acompanhará os estudos. O projeto prevê a capacitação dos pesquisadores, transferência de tecnologia, assistência técnica, fortalecimento das instituições estaduais e outros. “Estamos criando uma rede de inteligência para estudo do percevejo”, destaca Barrigossi. “A parceria está se tornando um modelo. Nós acreditamos no trabalho dos pesquisadores da Empaer e estamos colhendo os frutos. A empresa está produzindo uma resposta positiva”, afirma o pesquisador e assessor da chefia adjunta de Comunicação e Negócios da Embrapa, Carlos Magri Ferreira. Ele refere-se ao trabalho que vem sendo executado pela Embrapa e Empaer no melhoramento da cultura do arroz. A pesquisadora da Empaer, Maria Luiza Perez Villar trabalha com a fixação biológica de nitrogênio na cultura do arroz de terras altas e utiliza a bactéria Azospirillum, que evita o uso de adubo nitrogenado e a contaminação do meio ambiente por nitrato, que polui as águas dos rios. O presidente da Empaer, Enock Alves dos Santos, fala que o Estado possui 188 mil agricultores, sendo 140 mil familiares e 48 mil de médio e grande agricultor. Em Mato Grosso existe 718 projetos de assentamento e 90 mil agricultores assentados. Ele ressalta que é importante a parceria para desenvolver tecnologias voltadas para a agricultura familiar, garantindo aos produtores lucro e renda. “Acredito que a parceria só trará resultados positivos”, esclarece Enock. Participaram da reunião, o diretor de pesquisa da Empaer, Carlos Milhomem, coordenadora da pesquisa da Empaer, Eliane Forte Daltro, pesquisadores da Empaer, Valter Martins de Almeida e Maria Luiza Villar e o pesquisador da Embrapa, Eduardo da Costa Eifert. A reunião foi realizada no dia 04.04, na sede da Empaer, no bairro Boa Esperança, em Cuiabá.