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Embrapa e Empaer implantam unidades agroflorestais em Mato Grosso

Embrapa e Empaer implantam unidades agroflorestais em Mato Grosso
ROSANA PERSONA Assessoria/Empaer-MT

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em parceria com a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) implantam nos municípios de Alta Floresta, Juína e Confresa unidades de validação em sistemas agroflorestais com a seringueira. O supervisor de transferência de Tecnologia da Embrapa/Oeste, do Estado de Mato Grosso do Sul, Cláudio Lazaroto, fala que esse projeto servirá para repor o passivo ambiental, gerar fonte de renda e diversificar a produção. As unidades estarão em funcionamento no mês de dezembro de 2009. Os municípios escolhidos fazem parte da Operação Arco Verde realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), em parceria com órgãos estaduais e municipais buscando um novo padrão de desenvolvimento, valorizando a agricultura limpa para produção de alimentos e respeitando o meio ambiente. O projeto de validação levará em média entre quatro a seis anos, conforme Lazaroto. Os pesquisadores da Empaer, Davi Silva e Marilene Moura Alves são os responsáveis pela implantação das unidades. Nos sistemas agroflorestais a seringueira poderá ser cultivada com as culturas de abacaxi, milho, cupuaçu, pupunha, café, amendoim, maracujá e banana. Silva disse que nos anos de 2004 a 2006, a Fundação de Amparo a Pesquisa no Estado de Mato Grosso (Fapemat) financiou as unidades de validação, apresentando como resultado esse modelo de sistemas agroflorestais. David lembra que a vida útil do sistema agroflorestal é de 35 anos e a escolha da seringueira foi uma das alternativas econômicas, devido à fixação do homem no campo, utilizando a mão de obra familiar, gerando renda e contribuindo para o sequestro de carbono na atmosfera como atividade de reposição florestal. Já no oitavo ano, a seringueira começa a produzir comercialmente, sendo que nos primeiros dois anos, o produtor vai obter uma renda líquida de 40% do potencial do sistema. Ele explica que nos municípios serão implantadas unidades de validação numa área de seis hectares e a seringueira será plantada em fileiras duplas, no espaçamento de quatro metros entre linhas e três metros entre plantas. As fileiras duplas terão um vão de doze metros. Na propriedade serão estabelecidas as culturas secundárias que vão garantir recursos para o produtor rural até que a seringueira comece a produzir. O pesquisador salienta que o produtor rural, com este novo sistema, estará também abrindo uma caderneta de poupança, pois a cultura da seringueira, no final do ciclo produtivo, vai apresentar um perímetro médio do caule de 100 a 110 centímetros, e altura de 25 metros do solo, pronta para o corte. “Nessa época a seringueira produzirá 3 mil metros cúbicos de madeira, o que resultará em outra renda para o produtor”,salienta. A renda líquida mensal do produtor no segundo e terceiro ano serão obtidos pela cultura do abacaxi e no quarto ano em diante a rentabilidade do sistema será obtida pela cultura da pupunha e seringueira. A cultura do milho entra no sistema no primeiro e segundo ano, apenas para reduzir os custos de implantação e para subsistência familiar. “A adoção dos sistemas agroflorestais pelos produtores familiares, além de diminuir os riscos na implantação, manutenção e comercialização das culturas, aproveita melhor a área da propriedade e induz a uma adequada reciclagem de nutrientes, proporcionando uma melhor utilização dos recursos naturais”, conclui.