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Empaer assina termo de cooperação com a Embrapa para produção de alimentos biofortificados

Empaer assina termo de cooperação com a Embrapa para produção de alimentos biofortificados
Rosana Persona ( jornalista da Empaer)

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Com objetivo de diminuir a desnutrição e garantir maior segurança alimentar através do aumento dos teores de ferro, zinco e vitamina A na dieta da população mais carente, a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) assinou um termo de cooperação técnica para execução do Projeto BioFORT da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), responsável pela biofortificação de alimentos. Serão instaladas Unidades de Observação (UO), na Estação de Pesquisa e Fomento de Cáceres e Unidade Demonstrativa no Campo Experimental de Acorizal. A doutora em Ecologia da Empaer, Marilene de Moura Alves fala que é um projeto inédito no Estado de Mato Grosso que trabalha com melhoramento genético de produtos biofortificados. A Empaer vai pesquisar os seguintes alimentos: feijão comum, feijão caupi, arroz, milho, abóbora e batata doce. Conforme Marilene, esse material será pesquisado e reproduzido para os agricultores familiares, que no futuro vão produzir em escala comercial, para atender as demandas da merenda escolar. O trabalho de pesquisa será avaliado por cinco anos. Os primeiros resultados serão apresentados em 2016. A doutora Marilene fala que na Estação Experimental da Empaer, no município de Cáceres já foi plantado o feijão caupi (maio 2015). “Em Mato Grosso a pesquisa vai conferir os índices desses elementos e após a confirmação será produzido em grande escala”, ressalta Alves. O processo de biofortificação é feito com o cruzamento de plantas da mesma espécie, gerando cultivares mais nutritivas, ou conhecido, como melhoramento genético convencional. Inclusive, o projeto ao longo do tempo, formou uma rede de pesquisadores no Brasil e no exterior, que estão investindo em conhecimento técnico-científico da agronomia e da saúde e estão obtendo alimentos mais nutritivos. A essência do projeto BioFORT é enriquecer alimentos, que já fazem parte da dieta da população, para que esta possa ter acesso a produtos mais nutritivos e que não exijam mudanças de seus hábitos de consumo. Os alimentos como a batata doce e abóbora são melhorados para obtenção de maiores teores de carotenóides, o milho com maiores teores de licina, triptofano e betacaroteno, arroz e feijão com teores mais elevados de ferro e zinco.