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Empaer divulga resultados do Dia Especial sobre Tecnologia para Produção de Mandioca

Empaer divulga resultados do Dia Especial sobre Tecnologia para Produção de Mandioca
Cristiane Celina (Assessoria)

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A Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) através do Escritório de Cáceres (215 km de Cuiabá), realizou no dia 28 de abril (quinta-feira), Dia Especial sobre Tecnologia para Produção de Mandioca. Dividido em 4 estações, o Dia Especial, demonstrou todas as etapas desde o planejamento da produção até sua finalização à mesa do consumidor. A propriedade do senhor Edmilson Ferreira Bueno (Sítio Paraíso, que tem área total de 29 ha e fica na Comunidade São Francisco, próximo a Cáceres) é uma Unidade Didática de Sustentação Econômica (UDSE), que faz parte do projeto do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA/ATER). Com as orientações técnicas da Empaer, o senhor Edmilson, que é casado com a senhora Janete e tem um casal de filhos, tem orgulho ao dizer: “Hoje, com o fruto de meu trabalho, eu tenho condições de dar boa educação pros meus filhos. A Simone tá fazendo biologia na Unemat e o Sávio o curso técnico de Agroecologia”, destacou o senhor Edmilson Bueno. O pacote tecnológico experimentado na propriedade do senhor Edmilson inclui: planejamento e análise de solo, correção e fertilização (com adubação verde), preparo do solo, época certa para plantio (novembro/fevereiro), tamanho adequado das manivas, rotação de cultura para evitar o empobrecimento do solo, além do acompanhamento e análise dos custos e lucros de produção. A UDSE do sítio Paraíso em dois anos de acompanhamento técnico da Empaer conseguiu atingir 30 toneladas por hectare, no terceiro plantio da mandioca. As cultivares testadas foram das espécies Mansa: Branquinha, Liberata, IAC 14, Espeto, Igapé e Matrinchã e da espécie Brava: a Olho Junto e Fécula Branca. As maiores dificuldades no plantio são algumas pragas como a mosca branca, percevejo de renda, ácaros, mandarová e o tatu (só este pequeno animal silvestre pode causar um prejuízo de 40 a 50% da produção). Para tentar impedir o ataque do tatu, foi instalada cerca elétrica em volta de toda a plantação de mandioca. Também foi demonstrada a utilização da mandioca na alimentação animal. A parte aérea da mandioca (ramos e folhas) contém 16 a 18% de proteína bruta, enquanto que só a folha contém 28 a 32%, além de possuir alto valor nutritivo e excelente aceitabilidade pelos animais. É possível transformar a planta em capineira, silagem (conservação da forragem verde por meio de um processo de fermentação anaeróbica), raiz desidratada, folhas in natura e fenagem (desidratada ao sol é utilizada a rama da mandioca), garantindo toda energia, proteínas, vitaminas e sais minerais para uma alimentação balanceada dos animais. “Não existe mágica, existe técnica, pois nós temos um problema no mundo, que é a falta de alimento. Nós estamos mostrando aqui, que é possível o agricultor familiar produzir ração de qualidade, a custo quase zero com a matéria prima de sua própria propriedade”, ressaltou o biólogo da Empaer de Cáceres, Douglas Castrillon. Na quarta estação foi mostrado o uso da mandioca na alimentação humana, com apresentação e degustação dos pratos confeccionados durante a oficina: “Transformação da mandioca em diferentes pratos”. O evento contou com a participação de cerca de 120 pessoas das comunidades Barra Nova, Caramujo, Horizonte D’Oeste, Pé de Anta, Quatro Bocas, Santa Luzia, São Francisco, São Geraldo, Vista Alegre, Carretão, Itiquira, Nossa Senhora Aparecida, Carrapatinho, Vila Nova, Salobinha, Saloba Grande e do município de Porto Estrela.