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Empaer implanta o cultivo da araruta para produção de polvilho

Empaer implanta o cultivo da araruta para produção de polvilho
Rosana Persona (jornalista da Empaer)

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Com objetivo de oferecer outra opção de renda aos agricultores familiares e resgatar a cultura da araruta da extinção, a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) implantou uma Unidade de Referência Tecnológica (URT), no município de Cáceres (225 km a Oeste de Cuiabá). O principal produto da araruta é o polvilho, que é utilizado na fabricação de sobremesas, bolos, biscoitos e outros. O amido é feito a partir da raiz da hortaliça que leva aproximadamente 13 meses para atingir seu ponto de colheita. Numa área de 2.400 metros quadrados foram plantadas 600 mudas de araruta com a previsão de produzir 5.500 rizomas para replantio e fabricação de polvilho. A URT foi implantada no mês de janeiro de 2016, no Sítio Pé da Serra, na Comunidade Facão, propriedade da produtora rural Helena Farias dos Santos. E será realizada a primeira colheita no mês de fevereiro (2017). A extensionista social da Empaer, Elicinéia Fortes, destacou que a Unidade é uma vitrine tecnológica com a finalidade de oferecer aos agricultores familiares das comunidades do entorno da cidade, alternativa de incremento de renda com tecnologias acessíveis e de baixo custo. E o trabalho de desenvolvimento e adaptação da cultura da araruta vai levar três anos para difusão das tecnologias. Elicinéia explica que nesta safra 2016/2017 a previsão é produzir 5.500 rizomas. Na safra 2017/2018, o plantio será realizado numa área de dois hectares com a previsão de colheita de 55 mil rizomas. E serão distribuídos 32 mil rizomas para plantio em um hectare e 20 mil rizomas para fabricação de polvilho e o rendimento esperado pode chegar a 1,5 tonelada de polvilho de araruta. No ano de 2018/2019 serão distribuídas três mil mudas para as famílias que tiverem interesse em multiplicar a cultura. “Os técnicos da Empaer darão continuidade com assistência técnica e monitoramento na gestão financeira e comercialização”, enfatiza. De acordo com a extensionista, a araruta é um produto de fácil cultivo e de transformação, e acrescentou que o plantio é um resgate de um antigo costume de preparar alimentos derivados da planta. A finalidade é obter mais uma fonte de renda com a produção de polvilho feito a partir da raiz da hortaliça. Não contém glúten, saudável e pode ser usado na fabricação de biscoitos, bolos, mingaus e outros. O motivo da extinção da araruta, segundo a extensionista, seria a entrada de outras féculas, como a de trigo, milho e principalmente a da mandioca, muitas vezes vendida como se fosse de araruta. Originária das regiões tropicais da América do Sul, a araruta possui folhas que podem atingir até 30 centímetros de comprimento e possui uma raiz de fécula branca. Fonte de fécula facilmente absorvível pelo organismo, a araruta foi inicialmente utilizada pelos indígenas, o que foi copiado pelos colonizadores. No entanto, o cultivo perdeu espaço nos últimos 50 anos. Para apresentar o trabalho de desenvolvimento que está sendo feito na URT foi realizado no dia 14 de julho, uma palestra técnica sobre a cultura e a melhor forma de aproveitamento da araruta. O evento contou com a participação de 20 produtores que receberam informações e orientações pelos responsáveis técnicos na condução da URT, Ademar Shogi Okada e Elicinéia.