Pular para o conteúdo
Voltar

Empaer lamenta morte da pesquisadora Maria Luiza Villar

Empaer lamenta morte da pesquisadora Maria Luiza Villar
Rosana Persona (Jornalista da Empaer)

A | A
A pesquisadora Maria Luiza Perez Villar, uma das principais engenheiras agrônomas da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), morreu no sábado (26.03), em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Ela teve um acidente vascular cerebral aos 59 anos de idade. Com mais de 30 anos de carreira, Maria Luiza, doutora em fertilidade do solo, desenvolveu tecnologia para expansão da cadeia produtiva do arroz em Mato Grosso. O presidente do Sindarroz (Sindicato Estadual das Indústrias de Arroz de MT), Lázaro Modesto, fala que o trabalho da pesquisadora tornou o Estado sustentável com a cultura do arroz. Segundo ele, a maior parte do produto consumido era adquirida fora de Mato Grosso e hoje, o excedente é comercializado para os estados vizinhos. “Companheira, guerreira, apaixonada pela cadeia produtiva do arroz, fará muita falta para o desenvolvimento da pesquisa e em especial para evolução da orizicultura”, destaca. A pesquisadora da Empaer, Eliane Forte Daltro, companheira de sala de trabalho e experimentos, ressalta o susto que levou no momento que recebeu a notícia. “É uma grande perda para a empresa e comunidade científica estadual e nacional. Maria Luiza é uma pesquisadora extremamente dedicada e altamente comprometida com seu trabalho e com a ciência. Vamos sentir saudade”, complementa. “Foi uma grande amiga e mentora. Ainda não consigo acreditar. Em dois anos ela conseguiu me ensinar muito mais que em seis anos de pós graduação. Foi uma das melhores pesquisadoras que conheci. Ela quem assertivamente propunha grande parte das diretrizes de pesquisa da empresa. Com certeza, Deus deve estar precisando melhorar a fertilidade dos solos da grande morada”, disse o pesquisador da Empaer, Rodrigo Pacheco. O laboratorista da Empaer Jorge Palomares descreve que em menos de dois anos aprimorou seus conhecimentos técnicos e entendeu a finalidade prática das análises de solo, além de várias outras questões relacionadas à pesquisa. “Ela me acolheu na empresa, mostrando-se fiel e amiga. Sentirei sua falta todos os dias”, desabafa Jorge. Na sexta-feira (01.04), será realizada a missa de sétimo dia, na Igreja Nossa Senhora da Guadalupe, localizada no bairro Morada do Sol, em Cuiabá, a partir das 18H30. Inovações tecnológicas Dedicada, a pesquisadora Maria Luiza lançou o manual de interpretação de Análise de Plantas e Solos e Recomendação de Adubação para o Estado. Uma ferramenta tecnológica a disposição dos extensionistas e técnicos. O material foi elaborado a partir de pesquisas executadas no campo, permitindo com segurança fazer recomendações adequadas e corretas para os produtores rurais. Uma das inovações no plantio de arroz de terras altas é o teste inédito que foi realizado com a bactéria Azospirillum, que fixa o nitrogênio do ar e repassa para a planta. A bactéria evita o uso de adubo nitrogenado e a contaminação do meio ambiente por nitrato, que polui as águas dos rios. Outra pesquisa que seria apresentada neste ano, e está em teste, é o reaproveitamento de resíduos de gesso da construção civil na agricultura. O gesso ajuda as raízes a absorver os nutrientes do solo aumentando a produtividade das plantas. Na construção civil, melhora o acabamento das paredes.