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Empaer pesquisa o crescimento do antúrio em MT

Empaer pesquisa o crescimento do antúrio em MT
Rosana Persona (Jornalista)

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Com menos de 30 dias de plantio, oito variedades de antúrio (Anthurium spp), foram plantadas, no Campo Experimental da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), no município de Acorizal (62 km ao Norte de Cuiabá). A flor tropical é utilizada para decorar ambientes internos devido à sua longa duração sendo cultivada em estufa com sombreamento. O antúrio apresenta um bom desempenho em temperaturas médias e altas, além da alta umidade do ar, não tolera temperaturas muito baixas no inverno e produz em abundância na primavera e verão. Pesquisa pioneira no Estado que trará resultados este ano, no mês de setembro, quando ocorre o primeiro corte da planta. A coordenadora do Projeto Flores Tropicais, que é executado pela Empaer e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado(Fapemat) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Carmem Fava explica que 700 mudas de antúrios foram trazidas do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e permaneceram durante um mês no berçário para aclimatação. O canteiro recebeu mudas de diferentes tons e cores, entre vermelho, coral branco e verde. “Vamos acompanhar o comportamento das variedades para verificar quais serão adaptadas ao nosso Estado”, esclarece Carmen. Conforme a coordenadora, o antúrio está classificado em segundo lugar como a flor mais vendida no Brasil, perdendo apenas para a orquídea. Essa planta de origem colombiana tem uma característica curiosa, embora várias pessoas achem que sua estrutura cordiforme vermelha seja uma flor, na verdade é apenas uma folha modificada para chamar a atenção dos insetos polinizadores. As reais flores dos antúrios são os milhares de pontos amarelados que crescem na espiga central da inflorescência da planta. O Estado de São Paulo, no Vale do Ribeira, é considerado o maior produtor de antúrio seguido pelo Paraná, Santa Catarina e outros. Fava explica que o trabalho de pesquisa terá os resultados preliminares em nove meses. Para produção em escala comercial a flor tropical leva em média dois anos. É uma planta que pode atingir um metro de altura e cultivada em vasos ou jardins. O mais importante é encontrar um local bem iluminado e protegido do sol. A coordenadora de Pesquisa da Empaer, Eliane Forte Daltro, ressalta que desde 2009, estão pesquisando a fenologia e viabilidade produtiva de flores tropicais de corte das espécies: Strelitzia, Helicônias, Bastão do Imperador e Alpinia. O trabalho de pesquisa está testando cinco tipos de sombreamento para verificar a floração e o número de hastes florais. Ela ressalta que as Helicônias produzem o ano todo, a Alpínia considerada a rosa das flores tropicais é sensível ao sol, apresentando queimaduras nas flores. “A intenção é fazer o próximo experimento com sombreamento natural com plantas de porte alto para fazer sombra nas demais”, esclarece Daltro. Numa área de meio hectare, após oito meses de plantio, estão retirando 300 hastes de flores por semana, em torno de 1200 hastes por mês. Conforme Eliane, os resultados são animadores e a produção também. O trabalho de pesquisa será concluído no final de 2011 e conta com a participação também das pesquisadoras Lozenil Carvalho Frutuoso (Empaer) e Elisangela Camili (Universidade Federal de Mato Grosso). TEMA SELECIONADO O Programa Dia de Campo na TV, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), exibido pela NBR (TV do Governo Federal – a cabo e parabólica) recebeu 96 propostas de temas relacionados com o meio rural para divulgação e 44 foram escolhidas. A gerente de Comunicação da Empaer, Shirley O Campos fala que a empresa foi selecionada para produzir um vídeo sobre Flores tropicais: alternativa de trabalho e renda na agricultura familiar. Conforme Shirley, o vídeo será gravado em julho, enfocando o trabalho de pesquisa, no Campo Experimental de Acorizal.