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Empaer realiza curso de apicultura na comunidade indígena Irantxe em Brasnorte

Empaer realiza curso de apicultura na comunidade indígena Irantxe em Brasnorte
Rosana Persona (Jornalista)

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Para estimular e fornecer orientações teóricas e práticas sobre a criação de abelhas africanizadas – Apis mellifera, com enfoque na casa do mel, respeitando as normas de Boas Práticas de Fabricação (BPF), o coordenador do Escritório Metropolitano da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Gildo Alves Feitosa, ministrará curso na comunidade indígena Irantxe, no município de Brasnorte (579 km a Noroeste de Cuiabá). O evento acontecerá no período de 30 de março a 1º de abril, na sede da comunidade indígena, distante 100 quilômetros do município. Durante três dias, o coordenador abordará o manejo de colmeias, união e divisão de enxames, coleta de melgueiras, cuidados e higiene na manipulação do mel, pragas, doenças e outros. Na comunidade indígena foi construída a casa do mel, que vai funcionar como uma unidade de processamento e fornecer aos apicultores um selo para comercialização do produto. Feitosa explica que os programas de Análise e de Pontos Críticos de Controle (APPCC) e BPF e de Procedimento Padrão de Higiene Operacional (PPHO) são os requisitos para proceder a manipulação do mel. As instalações da casa de mel devem obedecer às normas do Serviço de Inspeção Sanitária Estadual (Sise)/Indea (Instituto de Defesa Agropecuária), observando principalmente o fluxo de mel (recebimento, processamento e armazenamento) e os cuidados na construção para assegurar as boas condições higiênicas e sanitárias da unidade de extração. “A comunidade Irantxe já trabalha com abelhas e entra numa fase de processamento para comercializar a produção de mel” , esclarece Feitosa. Conforme Feitosa, o ponto alto do curso será a abordagem sobre higiene das dependências, equipamentos e pessoal. Ele salienta que os operários deverão observar hábitos higiênicos e possuir carteira de saúde sempre atualizada, devendo ser afastados dos trabalhos aqueles acometidos de enfermidades infectocontagiosas ou portadores de ferimentos que prejudiquem a execução normal de suas tarefas. “O objetivo é garantir a qualidade desde a produção no campo, passando pela industrialização até a chegada do produto nas prateleiras do supermercado”, destaca o coordenador. O curso contará com a presença de 30 pessoas da comunidade indígena Irantxe.