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Empaer vai comercializar alevinos a partir de janeiro de 2017

Empaer vai comercializar alevinos a partir de janeiro de 2017
Rosana Persona (jornalista da Empaer)

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A Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), já realizou na Estação de Piscicultura localizada no município de Nossa Senhora do Livramento (42 Km ao Sul de Cuiabá), o trabalho de desova dos peixes e faz a reprodução das espécies de tambacu e tambatinga. Com a previsão de produzir 800 mil alevinos nos primeiros cinco meses de 2017 (janeiro a maio), a comercialização poderá começar na segunda quinzena de janeiro. O chefe da Estação de Piscicultura, Antônio as Silva Filho, fala que devido a grande procura pelos agricultores familiares foi realizada a reprodução dos alevinos de tambacu e tambatinga para recria e engorda em cativeiro. Ele explica que as matrizes foram produzidas na própria estação, e descreve que as matrizes são de qualidade e isentas da doença Lernia (Lernaea cyprinacea), um ectoparasita ou parasita externo de peixe que fixa na musculatura e causa lesões, aparecimento de infecções secundárias, mortalidade, redução da taxa de crescimento e reprodução em peixes adultos. Segundo Antônio, deve-se tomar um cuidado especial na aquisição de matrizes e alevinos, que normalmente são a porta de entrada da infestação na criação. Filho destaca que no momento da compra, os piscicultores são orientados sobre os cuidados com os alevinos e a soltura nos tanques ou represas até o abate. “Um alevino ocupa um metro quadrado de lâmina d’àgua e necessita de ração farelada, alternando a granometria da ração com o crescimento. No período de 10 a 11 meses, pode atingir o peso de quase 2 quilos e fica pronto para o abate”, ressalta. A estrutura da Empaer conta com 39 tanques de reprodução, sendo 12 para pesquisa e 27 para recria. Ele explica que a comercialização será realizada apenas nas sextas-feiras para piscicultores do Estado, sendo que para compras acima de 10 mil alevinos será necessário fazer reserva . Eles são transportados em embalagens plásticas com oxigênio e podem permanecer embalados por no máximo cinco horas. O transporte é por conta do comprador. Os preços variam de acordo com o tamanho. O milheiro de alevinos medindo de três a cinco centímetros foram comercializados este ano a R$ 160; de cinco a oito, R$220 e de oito a dez centímetros por R$ 260. O pagamento é feito na retirada. Conforme Antônio, os preços ainda não foram definidos, mas adverte que os alevinos da Estação são considerados os melhores da praça e a qualidade é reconhecida pelos piscicultores da Baixada Cuiabana.