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Flores tropicais podem ser alternativa para pequenos produtores

Flores tropicais podem ser alternativa para pequenos produtores
Rosana Persona (Jornalista da Empaer)

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Como uma nova alternativa de geração de emprego e renda no agronegócio, a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) pesquisa as flores tropicais das variedades strelitzia, helicônias, bastão do imperador, alpinia e antúrio. Os experimentos começaram em 2009 no Campo Experimental da Empaer, no município de Acorizal (62 km ao Norte de Cuiabá). Essas plantas são destinadas principalmente para arranjos florais e paisagismo e despertaram uma oportunidade de negócio nos advogados Adelaide Roseno Dias e Paulo Roseno Dias, mãe e filho. Adelaide, que está entusiasmada em investir na atividade, pretende primeiro aprender sobre o cultivo, acompanhar o desenvolvimento das espécies e depois entrar no mercado. “Ingressar para o ramo da floricultura é a nossa vontade, mas, precisamos aprender para tornar o negócio viável e rentável”, destaca. As plantas ornamentais tropicais, flores e folhagens destinadas ao corte são perenes, apresentam porte, formas exóticas e de durabilidade. A pesquisadora da Empaer, Eliane Forte Daltro, explica que as helicônias são rústicas, produzem o ano todo e são uma boa opção de variedade para iniciar a atividade. No Campo Experimental estão sendo desenvolvidas 10 espécies diferentes e seis variedades de helicônias são comercializadas. As mudas menores custam R$ 5 e as maiores R$ 10. De acordo com Eliane, a primeira colheita leva em média de 8 a 12 meses. No segundo ano, as flores são mais produtivas. E destaca que Mato Grosso possui excelentes características de solo e clima, e localização geográfica privilegiada para o desenvolvimento de uma floricultura eficiente e competitiva. A pesquisadora afirma que o Estado possui todas as condições para se tornar um grande produtor e exportador de excedentes de flores tropicais. A contadora Regina Fátima Guimarães Oliveira e seu marido, Joaquim Oliveira, visitaram o campo experimental da Empaer. Eles possuem uma área de 15 hectares no Cinturão Verde em Cuiabá e buscam um mercado promissor e uma atividade para quando se aposentar. A intenção do casal é garantir um trabalho e uma fonte de renda extra para a família. “Sempre gostei das flores tropicais e estou interessada pelo projeto. Nós temos área para plantar e vontade para começar um novo investimento”, ressalta Regina. Os biólogos da Empaer, Lozenil Carvalho Frutuoso e Guilherme Araujo Pessoa, também acompanham a evolução das flores tropicais e a cada quinze dias realizam o seu corte.