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Frio prorroga venda de alevinos na Estação da Empaer em Livramento

Frio prorroga venda de alevinos na Estação da Empaer em Livramento
Rosana Persona (Empaer-MT)

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Devido às baixas temperaturas da água, em torno de 19 graus, foi prorrogada para o final de junho a venda de alevinos na Estação de Piscicultura da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), localizada no município de Nossa Senhora do Livramento (42 km ao Sul de Cuiabá). O engenheiro de pesca da Empaer, Enock Alves dos Santos, explica que devido ao frio o alevino não se alimenta e passa a ter um metabolismo mais lento do que o normal, o que pode causar doenças. Conforme Enock, a temperatura é o primeiro fator de grande importância para a piscicultura, pois dela dependem a quantidade de oxigênio dissolvido na água e toda a atividade fisiológica dos alevinos, como respiração, digestão e alimentação. Os alevinos precisam de uma temperatura entre 25 a 30 graus, que é a faixa mais frequente nas condições do Mato Grosso. “Para evitar doenças é importante alimentar os alevinos com uma ração de qualidade e em menor quantidade”, esclarece Enock. O chefe da Estação, Antônio Claudino da Silva Filho, explica que os alevinos começaram a ser comercializados no início de janeiro, para recria e engorda em cativeiro das espécies de tambacu, tambatinga e pirapicu. Os preços variam conforme o tamanho: alevinos medindo de três a cinco centímetros são comercializados por R$ 200,00 o milheiro; de seis a oito cm por R$ 250,00; e de oito a dez cm por R$ 300,00 o milheiro. A entrega é imediata. “Ainda temos mais de 100 mil alevinos para vender e se o frio persistir, o prazo será prorrogado novamente”, enfatiza Antônio. A comercialização de alevinos acontece uma vez por semana, apenas na sexta-feira. A compra acima de 10 mil alevinos será programada pela estação e o transporte é por conta do comprador. Conforme Antônio, os filhotes de peixe são transportados em embalagens plásticas com oxigênio. As espécies podem permanecer nas embalagens por mais de 5 horas. “Para evitar o choque térmico, antes de soltar os peixes no tanque é necessário conferir a temperatura da água para soltura ajustando as mudanças com cuidado”, destaca o chefe da Estação. Peixe em cativeiro O Estado de Mato Grosso é considerado o segundo maior produtor do Brasil de peixes de cultivo, com uma produção de 61 mil toneladas por ano. Em primeiro lugar está Rondônia com uma produção de 75 mil toneladas de peixe/ano. Os peixes mais cultivados são os híbridos tambacu (cruzamento da fêmea do tambaqui e o macho do pacu) e tambatinga (fêmea do tambaqui com o macho da pirapitinga). O híbrido tambacu é um dos peixes mais importantes da piscicultura nacional e o mais abundante em todas as propriedades rurais. Seu desempenho é superior, é mais resistente ao frio e apresenta menores índices de gordura quando comparado às espécies tambaqui e pacu, das quais descende.