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Lançada diretriz técnica da cultura da mandioca para Mato Grosso

Lançada diretriz técnica da cultura da mandioca para Mato Grosso
Rosana Persona (Jornalista)

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Está pronta a diretriz técnica para o cultivo da mandioca no Estado de Mato Grosso. A diretriz define a metodologia recomendada no processo de produção de raiz da mandioca para o consumo in natura, farinha e fécula. As orientações técnicas têm o objetivo de fornecer aos produtores rurais um conjunto de práticas recomendáveis com garantia de rendimento e menor custo de produção. O diretor técnico da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Almir de Souza Ferro, fala que as novas orientações técnicas propõem um aumento na produtividade de 14 para 20 toneladas por hectare, enquanto a média no Estado não passa de 14 toneladas por hectare. Há 30 anos, Souza desenvolve tecnologias para o plantio da mandioca, sendo considerada a segunda cultura mais importante da cadeia produtiva no Estado, ficando atrás apenas da pecuária de leite. A diretriz orientará o produtor desde a escolha da área, preparo e conservação do solo, calagem e adubação, espaçamento, sistema de plantio, época de plantio, variedades, seleção e preparo das ramas e manivas, tratos culturais, doenças e métodos de controle e outros. Um dos pontos marcantes da diretriz é a definição das épocas de plantio, sendo setembro/novembro e fevereiro/março, prolongando até abril se chover. A área para plantio deve ser plana ou pouco inclinada com a recomendação de realizar rotação com outras culturas, evitando plantio sucessivo. O espaçamento simples 1x1m entre linhas, 1x0,80m entre plantas e fileiras duplas 2x0,60x 0,60m. Usar manivas de 15 a 20 centímetros e retirar 25% da área com manivas sementes para o próximo plantio, com a idade de 10 a 14 meses, sendo consideradas maduras. Para retirar sementes apropriadas, a diretriz recomenda usar a área central da lavoura de mandioca e selecionar o material para o plantio. Em lavouras de mandioca que utilizam irrigação, podem plantar em qualquer época com ciclos que variam de 10 a 20 meses. Para evitar a perda da produtividade em até 90%, é recomendado cuidados com os tratos culturais. Almir explica que as plantas invasoras concorrem com a cultura da mandioca pela água, luz e nutrientes, sendo necessário, deixar a cultura livre de pragas invasoras nos primeiros seis meses. O controle pode ser cultural, mecânico, químico e integrado. O diretor salienta que a diretriz não vai exigir do produtor novos investimentos e sim práticas corretas, que podem evitar perdas de até 30% do produto. Ferro lembra que pesquisadores do Centro Nacional de Mandioca e Fruticultura de Cruz das Almas, do Estado da Bahia, recomendam as variedades regionais consideradas produtivas, como a Liberata, Igarapé vermelha e outras. Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) implantaram experimentos na região de Furnas, no município de Chapada dos Guimarães, com variedades do Brasil para testar o comportamento na região Centro-Oeste. Conforme Almir, a cultura da mandioca representa importante atividade sócioeconômica, gerando emprego e renda, tanto nas áreas rurais com o processo de produção e industrialização, como nas áreas urbanas por meio da comercialização. Atualmente a mandioca é produzida em todos os municípios do Estado e está presente nas pequenas propriedades rurais como fonte alimentar da família e para criação de animais. “O objetivo da diretriz é oferecer aumento na produtividade, melhorando a renda do produtor”, esclarece Almir. A nova diretriz será publicada no primeiro semestre deste ano, para atender os produtores rurais de Mato Grosso.