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Lançado livro sobre cultivo de feijoeiro comum para 12 regiões do Brasil

Lançado livro sobre cultivo de feijoeiro comum para 12 regiões do Brasil
Rosana Persona ( jornalista da Empaer)

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Foi lançado o livro com informações técnicas para o cultivo do feijoeiro-comum na Região Central Brasileira, referente ao período 2015-2017. Produtores, extensionistas e pesquisadores participaram da atualização que aborda temas relevantes sobre manejo de solo, exigências climáticas, épocas de semeadura, irrigação, cultivares, doenças, pragas, colheitas e outros. O livro destaca que nos últimos 20 anos (1993-2012), o Brasil reduziu sua área de plantio em torno de 30%, a produção aumentou em 13% devido ao aumento da produtividade em 62%. Mesmo com a produtividade em alta o país não produz o suficiente para atender o mercado interno. O pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Alcido Elenor Wander, destaca que o consumo do feijão aumentou em 8%, somente entre os anos de 2004 a 2013. Ele considera fundamental para a segurança alimentar e nutricional, principalmente para a população pobre, o feijão representa um dos pilares da dieta brasileira. Atualmente o consumo per capita é de 16,03 kg/habitante/ano. O pesquisador da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Valter Martins de Almeida, responsável pelas informações do Estado de Mato Grosso, enfatiza os avanços tecnológicos com cultivares de feijoeiro visando a qualidade dos grãos que demora para escurecer, obtenção de cultivares carioca precoces, inoculação do feijoeiro que pode substituir ainda que parcialmente o uso de adubação hidrogenada. Conforme Martins, o estado é o 3º produtor de feijão do Brasil e poderá se tornar o primeiro produtor. Segundo Valter, as características técnicas, agronômicas e culturais credenciam a cultura do feijoeiro como uma alternativa de exploração para a agricultura familiar. Dados do Censo Agropecuário de 2006 atribuem à agricultura familiar quase 70% da produção nacional do feijão. A variedade mais consumida em Mato Grosso é do grupo carioca, preto e os feijões especiais (grãos maiores) estão conquistando produtores. Para difundir a cadeia produtiva do feijão o trabalho vem sendo realizado em conjunto com a pesquisa, extensão rural e produtor. Essa integração já possibilitou a instalação de Unidades Demonstrativas (UD) de feijoeiro-comum em 15 municípios de Mato Grosso, disponibilizando para a semeadura 13 cultivares de feijoeiro dos grupos comerciais preto, carioca, mulatinho, roxinho, manteigão, entre outros. “A UD permite difundir novas tecnologias no cultivo do feijoeiro que melhor se adaptam ao solo e clima da região”, destaca Valter. O documento foi elaborado após a 20ª Reunião da Comissão Técnica Central Brasileira de Feijão (CTCBF), em Lavras, no Estado de Minas Gerais. Contou com a participação dos pesquisadores dos Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Tocantins, Acre, Rondônia e Bahia. A cada três anos são trazidos para análise dos participantes da reunião os avanços e desafios recentes das atividades do agronegócio do feijão, para definir as prioridades de pesquisa e estratégias de transferência de tecnologia da cultura.