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Mato Grosso tem potencial para cultivar 1 milhão de hectares de trigo de sequeiro

Mato Grosso tem potencial para cultivar 1 milhão de hectares de trigo de sequeiro
Rosana Persona/Lara Jordani-UNICOM

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Durante a 3ª Reunião da Câmara Técnica do Trigo (CTT), um dos pontos debatidos foi o preço mínimo do trigo, o trabalho de melhoramento genético realizado pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT) e propostas para alavancar a cultura no Estado. A reunião aconteceu nesta quinta-feira (06.08), na sede da Aprosoja, em Cuiabá, com a presença de 20 participantes.Mato Grosso tem potencial para cultivar 1 milhão de hectares de trigo de sequeiroROSANA PERSONA/LARA JORDANI Assessoria/Empaer-MT O coordenador da CTT e pesquisador da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Hortêncio Paro, falou que a sugestão dos representantes da Câmara é que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realize o levantamento dos custos de produção em Mato Grosso, para que o preço mínimo seja reavaliado. “Assim, o início do cultivo seria facilitado aos pequenos agricultores, já que a atual situação impõe muitos custos e riscos. É preciso que o Governo dê uma mão ao produtor, até mesmo para que os outros sejam incentivados”, destaca Paro. O secretário adjunto de Agricultura da Secretaria de Desenvolvimento Econômica de Mato Grosso (Sedec), Alexandre Possebon, ressaltou que o Instituto Mato-grossense de Economia Aplicada (Imea) seria um importante aliado, podendo realizar estudos sobre produção de trigo e apresentando dados ao Governo Federal em busca de uma avaliação do preço mínimo. O representante da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Silvio Farneze, esclareceu que a questão do preço mínimo leva em consideração o custo de produção. Hortêncio Paro afirmou que a justificativa da existência da Câmara é o fato do Brasil produzir menos da metade do trigo que consome. Somente Mato Grosso consome anualmente 130 mil toneladas de farinha e 90% são importadas. “O cultivo do trigo é mais uma opção para rotação de cultura e estamos buscando parceria com os produtores irrigantes. O Estado possui mais de 100mil hectares de terra com irrigação e potencial para o cultivo de um milhão de hectares/trigo de sequeiro”, destaca Paro.