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MT e Norte do Brasil têm um déficit de 380 mil toneladas de trigo ao ano

MT e Norte do Brasil têm um déficit de 380 mil toneladas de trigo ao ano
Rosana Persona ( jornalista da Empaer)

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Durante a 4ª Reunião da Câmara Técnica do Trigo (CTT) o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Otávio Celidonio, mostrou dados em que Mato Grosso e o Norte do Brasil produzem 420 mil toneladas de farinha de trigo ao ano, e o consumo atinge 800 mil toneladas, apresentando um déficit de 380 mil toneladas de farinha de trigo. Ele fala também da viabilidade da implantação de moinho de trigo com capacidade de produção acima de 58 mil toneladas/ano. A reunião aconteceu nessa quinta-feira (25.09), na Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), em Cuiabá, com a presença de 25 participantes. Segundo Otávio, para construção do moinho o investimento é da ordem de R$ 30 milhões. O moinho seria instalado pelas cooperativas em parceria com os produtores irrigantes com o compromisso de plantarem até 25% da área de pivô. O trigo é considerado uma opção para rotação de cultura com a soja, feijão, e milho. “Considero viável a construção do moinho próximo as regiões produtoras”, destaca Celidonio. O coordenador da CTT e pesquisador da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Hortêncio Paro, destaca que o estado possui mais de 80 mil hectares de área irrigada. Somente no município de Lucas do Rio Verde (354 km ao Norte de Cuiabá), na fazenda Três Pinheiros, pelo terceiro ano consecutivo, possui um plantio de 210 hectares de trigo em área de pivô. “Alguns produtores estão desligando o pivô por falta de opção, o trigo é mais uma”, enfatiza Paro. Proprietário de uma área de dois mil hectares, localizada no município de Nova Mutum (264 km ao Norte da capital), o produtor rural, Lino José Ambiel ,planta soja, milho, feijão e este ano plantou trigo pela primeira vez. A CTT em parceria com o produtor implantou Unidades Demonstrativas (UD), com nove materiais genéticos para acompanhar a evolução das cultivares. Empolgado, o produtor plantou trigo numa área de 50 hectares, mesmo com ataque da brusone, vai colher 30 sacas por hectare. “Vou plantar no próximo ano e quem sabe ampliar a área de cultivo”, relata Lino. Um dos pontos debatidos na reunião foi o preço mínimo do trigo. A sugestão dos representantes da Câmara é que o valor seja de R$ 50,00 por saca de 60 quilos. Conforme Paro, será definido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e apresentado na próxima reunião da CTT, no dia 27 de novembro.