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Novas cultivares de feijão são testadas em Juína

Novas cultivares de feijão são testadas em Juína
Rosana Persona (Jornalista)

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Oito variedades de feijoeiro comum são testadas na Unidade de Observação (UO), instalada na propriedade do produtor rural José Olício Pedro Filho, na comunidade linha I, distrito de Terra Roxa, no município de Juína (735 km ao Noroeste), com o objetivo de reforçar o cultivo de feijão na agricultura familiar. A ação é fruto do trabalho de integração da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), produtores e outros. O técnico em agropecuária da Empaer, José Givaldo de Sá explica que o plantio das variedades de feijão de sequeiro Jalo Precoce, BRS Esplendor, BRS Campeiro, BRS Radiante, BRS Realce, BRS Pitanga, BRS Notável e BRS Estilo ocorreram em fevereiro. A colheita já começou e poderá ser encerrada na próxima semana (até o dia 3 de junho). “Este ano o clima foi atípico com muitas chuvas, ficamos com medo do ataque de pragas, mas, isso, felizmente não aconteceu”, comentou Givaldo. Ele esclarece que o município possui mais de 1.200 agricultores familiares, entre assentados e tradicionais. O cultivo do feijão ocupa uma área de 400 hectares na região e a produtividade chega aos 800 quilos por hectare. A UO foi acompanhada também pelo engenheiro agrônomo da Empaer, Nadyo Lopes Miranda. O pesquisador da Empaer, Valter Martins de Almeida fala que já foram instaladas unidades de feijoeiro comum em 15 municípios do Estado, disponibilizando para a semeadura cultivares de feijão dos grupos comerciais preto, carioca, mulatinho, roxinho, exportação e jalo. Os produtores receberam orientações sobre época de semeadura, espaçamento, tratamento de sementes, controle de pragas e doenças. Martins destaca que no estado o cultivo do feijoeiro comum na agricultura familiar é realizado na maioria das vezes manualmente, no sistema de plantio do feijão da seca, com semeaduras realizadas nos meses de fevereiro e março, utilizando ainda a boa fertilidade natural do solo. A existência de variações na distribuição de chuvas com maiores precipitações nas regiões Norte e Noroeste, faz com que agricultores optem para cultivos mais tardios, tendo em vista que grandes precipitações pluviométricas em semeaduras mais cedo são prejudiciais ao desenvolvimento da cultura. Por outro lado, cultivos mais tardios a cultura fica sujeita ao déficit hídrico pelo término do período chuvoso. Conforme o pesquisador Valter é importante que se tenha um bom conhecimento da distribuição de chuvas e temperaturas nas regiões de cultivo para melhor adequar a época de semeadura do feijoeiro, de tal forma que não falte água na germinação e principalmente a partir da pré-floração até enchimento de grãos. “O conhecimento do ciclo vegetativo e arquitetura das cultivares pelos extensionistas também contribuem para essa melhor adequação”, concluiu Martins.