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Novos materias genéticos serão testados para produção de trigo de sequeiro em MT

Novos materias genéticos serão testados para produção de trigo de sequeiro em MT
Rosana Persona (Jornalista)

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O plantio do trigo de sequeiro começa no dia 15 de fevereiro nos municípios de Alto Garças, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum com a introdução de cinco novos materiais genéticos em três Unidades de Observação (UO). O pesquisador da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e coordenador da Câmara Técnica do Trigo (CTT), Hortêncio Paro, informa que os testes serão destinados a materiais genéticos classificados para produção de pão, massas e farinhas consideradas nobres. Com tradição e pequenos cultivos, o Estado de Mato Grosso testa variedades de trigo de sequeiro e irrigado há mais de 25 anos. Em 2010, nos testes realizados no município de Alto Taquari, a variedade BR 18 apresentou novamente potencial para o Estado, com tolerância a doença brusone e a variedade IAC 350, com boa adaptação climática e indicada para produção de massas em especial de macarrão. Além das variedades existentes serão testados novos materiais genéticos oriundos do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e linhagens da Cooperativa do Alto Paranaíba (Estado de Minas Gerais). A colheita do trigo de sequeiro acontecerá no mês de junho. Conforme Paro, antes da colheita estão previstas visitas técnicas nas unidades visando à difusão do conhecimento, apresentação das novas variedades, que serão utilizadas pelos triticultores e mostrar a potencialidade de exploração do trigo de sequeiro em propriedades acima de 700 metros de altitude. O coordenador da Câmara esclarece que o cultivo do trigo irrigado é uma excelente alternativa para rotação de culturas e obtenção de uma renda adicional. E ainda, evita a ociosidade das máquinas e equipamentos agrícolas além de garantir emprego e renda nas regiões. Paro explica, que após a colheita da soja é interessante plantar trigo para reduzir o índice de pragas na soja – nematóide, esclerotinea (doença branca) e ferrugem asiática. “A meta principal para o cultivo do trigo é criar mais uma opção de manejo de solo para áreas irrigadas”, declara Hortêncio. Conforme o boletim informativo de 2010, os resultados no município de Primavera do Leste, na Fazenda Cabeceira da Ferradura foram positivos com três variedades, a BR-18 que obteve uma produtividade de 5.700 quilos por hectare, a Supera com 5.200 quilos por hectare e a Brilhante – 5.070 quilos/hectare. A qualidade do trigo foi testada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Trigo, em Passo Fundo, no Estado do Rio Grande do Sul, e todas as variedades são consideradas acima da qualidade de trigo pão. Este trabalho de pesquisa é realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar(Sedraf) e Empaer.