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Oficina de políticas públicas debate o funcionamento da Central de Comercialização da Agricultura Familiar

Oficina de políticas públicas debate o funcionamento da Central de Comercialização da Agricultura Familiar
Rosana Persona (Jornalista)

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Começou segunda-feira (26.07), a Oficina de Políticas Públicas para a Agricultura Familiar e apresentação do Projeto de Organização da Produção e Comercialização de Frutas, Legumes e Verduras (FLV,s), da Baixada Cuiabana. O diretor de Operações da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Almir de Souza Ferro, fala que com recursos na ordem de R$ 400 mil do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), técnicos da Empaer e produtores serão treinados em tecnologia da produção, classificação dos produtos e outros. O evento acontece no município de Poconé, das 8h às 18h, com encerramento previsto na quarta-feira (28.07). Segundo Almir, o projeto para produção de hortifruti é para garantir o funcionamento da Central de Comercialização da Agricultura Familiar, localizada em Várzea Grande. Ele acredita que a Central é um ponto de apoio que vai estimular o aumento da área plantada e da produtividade. Os técnicos da Empaer dos 13 municípios da região de Cuiabá e Campo Verde recebem orientações e repassam informações sobre os produtores que estão produzindo com qualidade e o ano todo. “O objetivo da oficina é verificar a competência organizacional, institucional e individual de cada técnico para desenvolver bem as atividades relacionadas com a agricultura familiar”, declara Ferro. O supervisor da Empaer, no município de Campo Verde, Anderson Amorim de Souza, comenta que na região possui 200 produtores especializados na produção de hortaliças, legumes e frutas. O assentamento Santo Antônio da Fartura com 270 famílias, cerca de 60% produz o ano todo. Na Agrovila João Ponce de Arruda os produtores cultivam tomate, berinjela, pimentão verde, repolho verde e outros. Conforme Anderson, o grande problema dos produtores hoje é com o transporte da produção, a maioria não tem condições de trazer para a Central. O técnico agropecuário de Chapada dos Guimarães, Antônio Claret, participa da oficina e ressalta que o município tem produção e que estará presente na Central de Comercialização. Segundo ele, o grande gargalo é o transporte da produção, a maioria não tem veículos, sendo comum os atacadistas comprarem na porta dos produtores, evitando despesas com frete. O superintendente de Agricultura Familiar da Secretaria de Desenvolvimento Rural (Seder), Rodrigo Alexandre Araújo, ressalta que existem quatro caminhões para atender os produtores que não possuem condições de transportar a produção. O superintendente esclarece que antes do funcionamento da Central da Agricultura, os 14 municípios receberam veículos por meio de comodato para as secretarias municipais de agricultura a fim de agilizar e organizar a vinda dos produtores. Rodrigo conta que tem recebido denúncia de que alguns veículos não estão sendo usados para atender os produtores. “Vamos dar um prazo de 15 dias para os municípios que não estiveram utilizando de forma correta o veículo e exigir que a produção chegue à Central, caso contrário, vamos cancelar o comodato e repassar para outras instituições”, dispara Araújo. Nesta semana, uma equipe técnica da Seder estará visitando todos os municípios da Baixada Cuiabana para conferir as dificuldades, problemas enfrentados pelos produtores e secretarias de agricultura que não estão trazendo produtos para Várzea Grande.