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Oficinas de bovinocultura ajudam a melhorar qualidade do leite

Oficinas de bovinocultura ajudam a melhorar qualidade do leite
Chrystiane da Conceição (Assessoria/Empaer)

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A equipe do escritório da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) de Lambari D’Oeste verificou os resultados obtidos pelos produtores após as oficinas de bovinocultura de leite realizadas na região. O proprietário do Sítio Recanto, Adão Justino de Andrade, (de 42 anos), da comunidade Boa União, começou a implantar as técnicas aprendidas na Oficina sobre Higiene na Ordenha Manual do Bovino de Leite. O uso da caneca telada e uma outra forma mais simplificada ainda, de uso da solução sanitizante de cloro: uma garrafa pet adaptada com spray para lavagem e desinfecção das tetas das vacas, antes da ordenha manual foi testada pelo produtor. “Esses procedimentos são necessários para melhorar a qualidade do leite na hora da ordenha. O resultado é o aumento do valor por litro de leite, pois diminui a Contagem Bacteriana Total (CBT), análise laboratorial demandado pelo laticínio, para verificar o nível de bactérias presentes no leite”, explicou o técnico agropecuário da Empaer e instrutor da oficina, Alex José Lemes. Adão Justino ainda recebe ajuda dos filhos Rodrigo de Andrade, 17, e Rafaela de Andrade, 12, que já são proprietários de outro sítio, o Nossa Senhora de Fátima, onde existem mais 25 vacas em lactação, produzindo a média de 175 litros/dia, cerca de 7 litros por vaca. O detalhe é que as vacas deste curral são ordenhadas ao som de música de sertaneja do radinho que foi instalado nas vigas do curral. Já após a Oficina Aproveitamento e Processamento de derivados do leite ajudou a esposa de seo Adão, a dona de casa Claudirene Lopes de Andrade, 35, que começou a fabricação caseira de iogurtes, queijos (ricota, meia cura e minas), além do licor de leite. “Por enquanto estou fazendo apenas para nosso consumo, porque primeiro quero ter certeza da qualidade dos produtos que estou fazendo, para depois eu poder vender”, ressaltou. O trabalho da extensão rural vai além de proporcionar qualidade de vida e aumento da renda da família do campo, é também um resgate de autoestima das mulheres do campo. “A nossa função é estar aqui para conhecer as dificuldades e necessidades do agricultor e sua família. No início da oficina, dona Claudirene apresentava baixa autoestima e não acreditava que pudesse conseguir fazer esses pratos, hoje ela está aqui fazendo questão de nos mostrar sua produção, ver essa alegria e a esperança estampada no olhar dela não tem preço!”, concluiu a extensionista social da Empaer e instrutora da oficina, Clarice Maria Aparecida Silva, que há mais de 30 anos ensina as mulheres do meio rural.