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Pesquisa avalia desempenho de cultivares de alface crespa

Pesquisa avalia desempenho de cultivares de alface crespa
Rosana Persona (Jornalista da Empaer)

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Para avaliar o comportamento de doze cultivares de alface crespa em cultivo hidropônico, foi montado um experimento na propriedade Hidropônico Matsu, no município de Várzea Grande. Com objetivo de maximizar a produção, reduzir custos e melhorar a qualidade do produto a ser comercializado, o projeto de pesquisa envolve dois plantios em diferentes estações do ano, durante o inverno e verão. A colheita e avaliação das cultivares será realizada no mês de agosto. O pesquisador da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Nesvaldo Bento de Oliveira, e o engenheiro agrônomo e administrador da propriedade, Ivonir Riquetti, estão avaliando e acompanhando a evolução das variedades. Conforme Nesvaldo, após o resultado da análise estatística, serão considerados os aspectos quantitativos, tais como: produção de massa dos diferentes órgãos das plantas, folhas, caule e raízes. Também devem ser avaliados os aspectos qualitativos, como a resistência à queima das bordas e comprimento do caule da planta. Para obter resultado positivo no cultivo de alface em sistema protegido, Oliveira esclarece que depende da escolha correta das cultivares, levando em consideração o tipo mais aceito pelo mercado consumidor, capacidade de adaptação às condições locais de clima, produtividade, qualidade, manejo da cultura, ciclo, resistência às doenças e pragas. “A intenção é indicar cultivares de alface mais eficiente no uso de nutrientes, permitindo a manutenção de altas produções com menores doses, o que pode reduzir o custo e aumentar a renda do produtor”, revela. Com uma produção diária de 1.400 pés de alface crespa, comercializadas nos supermercados de Cuiabá e Várzea grande, o engenheiro Riquetti fala que é necessário investir em pesquisa para garantir sempre um produto de qualidade para o consumidor. Numa área construída de 7.200 metros quadrados de estufa, são produzidos também alface roxa, rúcula, cheiro verde e outros. “Queremos diversificar e reunir variedades produtivas durante o ano todo”, explica Ivonir. A tabulação do dados das cultivares e o resultado dessa estação vai ser apresentado neste mês. O projeto de avaliação do alface crespa tem encerramento previsto em 2014.