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Pesquisa inédita vai promover a germinação de orquídeas para produção comercial em MT

Pesquisa inédita vai promover a germinação de orquídeas para produção comercial em MT
Rosana Persona (Empaer-MT)

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Com objetivo de viabilizar a produção comercial de orquídeas e a introdução de plantas nativas, a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e parceiros realizam o isolamento, seleção e identificação de fungos micorrízicos, a fim de selecionar os mais eficientes para multiplicação em laboratório. Essa pesquisa é inédita no Estado e vai promover a germinação de sementes de orquídeas para tornar possível a produção de mudas mais resistentes à doenças. A pesquisa está sendo executada no Centro Regional de Pesquisa e Transferência de Tecnologia (CRPTT) da Empaer, no município de Várzea Grande. A coordenadora do Projeto de Avaliação da Viabilidade de Orquídeas por meio da Seleção de Fungo Micorrízicos, Eliane Forte Daltro, pesquisadora da Empaer, fala que o primeiro passo da pesquisa foi a coleta das raízes da planta realizada nos municípios de Chapada dos Guimarães (Cerrado) e Poconé (Pantanal). Foram coletadas 24 amostras e encaminhadas para Universidade Federal de Viçosa (UFV), no Instituto de Biotecnologia Aplicada a Agropecuária no Estado de Minas Gerais, para realizar o isolamento do fungo. Já foram isolados 65 tipos diferentes de fungos. A orquídea é uma flor tropical, e o seu cultivo é uma atividade geradora de emprego e renda que fixa a mão-de-obra no campo e pode se tornar uma alternativa para a agricultura familiar. A bióloga e doutoranda em Agricultura Tropical da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Heiriane Martins Souza, explica que o experimento vai promover a multiplicação de orquídeas in vitro. Ou seja, a produção de orquídeas nativas será produzida em laboratório, avaliando a taxa de germinação e eficiência dos fungos selecionados no crescimento vegetativo e no estabelecimento da planta adulta até a floração. Heiriane comenta que após a coleta, a equipe de pesquisa recebeu um treinamento na UFV com a pesquisadora Maria Catarina Megumi Kasuya, que ensinou técnicas para multiplicação dos fungos. Ela adverte que estes fungos são imprescindíveis para que as espécies possam se estabelecer e completar seu ciclo de vida. A disponibilização de informações e transferência de tecnologia gerada por este estudo irá proporcionar aos produtores e viveiristas a inserção da cultura de orchidaceae como uma alternativa na diversificação da produção de flores. O projeto é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat) e os resultados serão apresentados num período de dois anos. A pesquisa vai contribuir também na reintrodução de orquídeas nativas, favorecendo o seu crescimento no habitat natural. Conforme os pesquisadores, o cultivo acelerado pode reduzir a aplicação de fertilizantes químicos, beneficiando a planta, o meio ambiente e o produtor rural. O projeto é executado também pelo pesquisador da Empaer, Marcílio Bobroff Santaella, a Bióloga da Empaer, Lefayete Michele Alves e a bolsista da Fapemat, Jaqueline Senabio.