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Pesquisador apresenta variedades de arroz resistentes à brusone no Congresso de Fitopatologia

Pesquisador apresenta variedades de arroz resistentes à brusone no Congresso de Fitopatologia
Rosana Persona (jornalista)

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No 43º Congresso Brasileiro de Fitopatologia o pesquisador da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Napoleão Silvino de Souza, apresenta trabalho sobre avaliação de genótipos de arroz quanto à resistência à brusone em Mato Grosso. Os experimentos foram realizados nos municípios de Campo Verde e Paranatinga, regiões produtoras de arroz e com incidência da doença. O trabalho de pesquisa é executado em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Os resultados podem ser observados durante o Congresso que ocorree no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, nos dias 15 a 19 de agosto. O evento é uma promoção da Sociedade Brasileira de Fitopatologia e realização da Embrapa, UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), IFMT (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso), Univag - (Centro Universitário de Várzea Grande) e Fapemat (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso). Tem como tema central "Fitopatologia no Agronegócio", voltado para a Agricultura Sustentável, a Inovação Tecnológica, no manejo e controle racional das doenças das plantas, saúde do produtor, consumidor e a integridade do Meio Ambiente. O trabalho de pesquisa começou na safra 2008/2009, com a avaliação de 349 genótipos, verificando que 87% das variedades foram resistentes à brusone, 9% apresentou reação intermediária e apenas 3% foi suscetível à doença. Em 2009/2010, avaliaram 304 genótipos, onde 68% apresentaram resistência e 14% foi suscetível à doença. O resultado é a indicação de novas variedades resistentes tais como: Javaé, Jaburu, BRS Tropical, BRS Alvorada, IRGA 417 e Piracema . No teste de resistência foi usado o método de inoculação natural em canteiros padronizados com reação uniforme da doença, ou seja, após o plantio dos genótipos nas áreas infestadas com a força do vento acontece a disseminação dos esporos. Após a infestação é verificada qual variedade é mais resistente à doença. Napoleão ressalta que o objetivo é obter linhagens resistentes, aumentar a produtividade, melhorar a qualidade do arroz ampliando as opções de cultivo para rotação da cultura e propiciar alternativas para aumentar a renda das famílias rurais. Segundo o pesquisador, o plantio foi feito em linhas de 50 centímetros de comprimento, com espaçamento de 10 centímetros. Três linhas de bordadura, compostas de cultivares suscetíveis são plantadas nos dois lados do canteiro no sentido transversal e horizontal. Esse experimento e o Projeto do Viveiro Nacional da Brusone, que acontece em sete Estados do Brasil para obter cultivares e linhagens resistentes, propõem gerar conhecimentos e métodos adequados para controle da doença em cultivo de arroz de Terras Altas.