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Produtores de caju buscam alternativa de renda no processamento da castanha

Produtores de caju buscam alternativa de renda no processamento da castanha
Rosana Persona (Jornalista da Empaer)

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Com o objetivo de ampliar a renda dos produtores de caju do Vale do Rio Cuiabá, a Secretaria de Desenvolvimento Rural (Sedraf), Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) vão capacitar e treinar o processamento da castanha de caju nas propriedades rurais. O biólogo da Empaer, João Bosco Pereira, comenta que a castanha do caju é comercializada por R$ 1,20 o quilo sem processar, e pode chegar a 20,00 o quilo da castanha processada. O caju possui duas partes – a castanha que é a fruta e o pseudofruto (pedúnculo floral), reconhecido como o fruto. A castanha é dura e oleaginosa, podendo ser consumida somente após passar por um processo onde é cozida ou torrada e separada da sua casca. Conforme Bosco, o primeiro passo será orientar os produtores a utilizarem uma máquina artesanal para retirada da castanha do caju, que foi adquirida no Estado do Rio Grande do Norte. “Vamos ensinar todo processo, desde a coleta da castanha, limpeza, separação, corte, cozimento e industrialização”, esclarece. O produtor rural, Américo da Guia Silva e sua esposa, Eva Nunes Rodrigues, do município de Jangada (80 km ao Norte da capital), da comunidade Vaquejador, plantaram 2,8 hectares de caju anão precoce e produzem 1.500 quilos por hectare. Nesta terça-feira (06.11), receberam uma máquina manual de corte de castanha para mostrar para os demais produtores da região que poderão comercializar a castanha processada. Na propriedade com 630 pés de caju, estocaram mais de 12 mil quilos de castanha que era comercializada in natura por R$ 1,20 o quilo. Empolgado com a nova alternativa de lucro e renda, Américo já está coletando novas sementes para garantir uma boa safra da castanha. A produtora Eva, comenta que o fruto do caju não é rentável, "estão vendendo a R$ 6,00 uma caixa com 40 frutos", disse. Para garantir o sustento da família, os produtores cultivam mandioca e produzem farinha. “Quem sabe com a castanha vamos obter lucro e melhorar a lavoura”, destaca Eva. Para organizar a produção e dar um destino certo para as castanhas, o secretário Carlos Milhomem e técnicos visitam a comunidade Vaquejador, no próximo sábado (10.11), às 9 horas, na propriedade do produtor Américo. Bosco explica que é necessário a realização de um curso para utilização dos equipamentos e manipulação das castanhas.