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Produtores de Colniza recebem orientação para coletar amostras de solo

Produtores de Colniza recebem orientação para coletar amostras de solo
Rosana Persona ( jornalista da Empaer)

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O engenheiro agrônomo da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Ronaldo Benevides ministrou uma palestra para produtores rurais do município de Colniza (1.065 km a Noroeste de Cuiabá), demonstrando métodos de analise com ênfase na coleta do solo. Para obter bons resultados com a análise é muito importante retirar as amostras corretamente do solo. Os produtores receberam informações técnicas e aprenderam na prática como coletar as amostras. O evento contou com a participação de 15 produtores rurais. Conforme Ronaldo, a análise do solo é a base para uma recomendação de adubação equilibrada e a finalidade da coleta é detectar problemas nutricionais para aplicação certa de corretivos e adubos para o plantio. Ele explica que para coletar o solo é importante acompanhar alguns passos: Não retirar perto de casas, galpões de adubos, locais de queimadas, coletar as amostras de maneira uniforme e em zig-zag, retirar os diferentes tipos de solos, cavar a uma profundidade de 15 a 20 centímetros (maioria das culturas), marcar cada área onde foram retiradas as amostras de solo e coletar de 20 a 30 amostras simples por gleba para formar uma amostra composta. A pesquisadora da Empaer e doutora em fertilidade do solo, Maria Luiza Perez Villar fala que na amostragem do solo é que ocorrem as maiores falhas, em torno de 85% do erro dos resultados podem ser atribuídos à amostragem no campo. Cada área deve ser a mais homogênea possível, considerando-se a vegetação, textura do solo, tipografia, produtividade da cultura instalada e o histórico de aplicações de corretivos e fertilizantes. As áreas dessa divisão deverão ter tamanho superior a 10 hectares, mesmo sendo homogêneas. Segundo a doutora Maria Luiza, os resultados das análises devem servir para a avaliação da fertilidade do solo e recomendação da calagem e adubação. Os métodos nos laboratórios passam a ser úteis para avaliar a disponibilidade dos elementos. Ela ressalta que no Estado de Mato Grosso para a extração do Fósforo e Potássio utiliza-se o extrator Mehlich e no Estado de São Paulo é utilizada a resina trocadora de ânions. “Jamais um solo do nosso Estado poderá ser analisado por outro”, esclarece Villar. O laboratório da Empaer, localizado no município de Várzea Grande, realiza análises física para verificar a textura do solo e conferir o teor de argila, areia e salte (solo intermediário com argila e areia), com a química que avalia a capacidade de produção ou fertilidade do solo. O preço da análise custa R$33,50. E o produtor retira o resultado em no máximo cinco dias. Caso as amostras sejam do interior do estado, o resultado é enviado via e-mail para o produtor ou para o escritório da Empaer. Conforme a pesquisadora, a recomendação de calagem e adubação aprimorou nos últimos anos e assim o agricultor está conseguindo produzir com mais eficiência, ganho de produtividade, qualidade a um custo menor.