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Projeto Vida Nova implanta unidade para produção de fruticultura e leguminosas na comunidade Varginha

Projeto Vida Nova implanta unidade para produção de fruticultura e leguminosas na comunidade Varginha
Rosana Persona (Jornalista)

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Há seis anos, a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) implantou um novo modelo de assistência técnica e extensão rural, o Projeto Vida Nova que contempla os modelos de assentamento da Reforma Agrária, comunidades tradicionais, apoiando a agricultura familiar e associativismo/cooperativismo. O produtor rural, Antônio Gonçalves Filho, da comunidade Varginha (90 km ao Norte de Cuiabá), na encosta do morro Cambambi, no município de Chapada dos Guimarães, em parceria com a Empaer montou em sua propriedade uma Unidade Didática de Subsistência Econômica (UDSE), do Vida Nova com as culturas de banana, maçã e as leguminosas crotalária e feijão guandu. As mudas de banana foram produzidas no laboratório da Empaer, isentas de doenças como a Sigatoka negra e mal do Panamá. A unidade foi instalada em setembro de 2009 e a colheita de banana poderá acontecer nos meses de julho/agosto de 2010. O extensionista da Empaer, Antônio Claret Fialho fala que a unidade apresenta um espaçamento diferenciado de 3mx3m, conduzindo três plantas por cova para produção de banana do grupo maçã da variedade BRS- Conquista. E as leguminosas serão utilizadas como cobertura morta com o objetivo de reter mais umidade e manter a temperatura do solo mais amena. Segundo Claret, toda a adubação é orgânica e estão usando fósforo reativo, sulfato de potássio e um produto orgânico produzido em Chapada dos Guimarães conhecido por Rokal que tem nitrogênio com solubilidade lenta. “Produção sem agrotóxico é uma tendência agroecológica para o agricultor familiar. Esse consórcio, que envolve a fruticultura e leguminosas tem a finalidade de absorver o nitrogênio do ar e disponibilizar para o solo, ampliando os nutrientes para planta”, esclarece. O produtor Antônio está satisfeito com o resultado e acredita nessa nova alternativa de renda para a sua propriedade. Ele explica que não utiliza agrotóxico também no plantio de quatro hectares de mandioca, da variedade Liberata e em um hectare de milho verde. “Pretendo ampliar o cultivo da banana para o próximo ano e plantar até a banana da terra (farta velhaco). Aqui fazemos tudo natural, plantamos três anos seguidos no mesmo solo e deixamos para descansar dois anos, e assim sucessivamente. Não utilizo adubo químico porque é prejudicial para a saúde e mais caro que os orgânicos. A maioria dos produtores dessa região fazem dessa forma e evitam a utilização de agrotóxico”, salienta. Numa área de 50 hectares, o produtor Gonçalves trabalha sozinho e faz todo serviço da lavoura, seja capinar a roça até na alimentação dos animais. A única companhia é o cavalo baixinho, que é meio cismado e não gosta de pessoas estranhas. O animal tem seis anos, e está sempre próximo do produtor seja no pasto ou na sombra de uma árvore. Ele acredita que o Projeto Vida Nova está dando certo em sua propriedade e pretende expandir para o próximo ano. O Vida Nova vem sendo desenvolvido em parceria com o Ministério de Desenvolvimento Agrário MDA/Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O Projeto já foi implantado em 55 municípios do Estado, atendendo 2.450 agricultores familiares com a metodologia de implantação das três fases de execução: segurança alimentar, sustentação econômica e auto gestão dos negócios. O projeto está mudando a vida de muitos agricultores que no primeiro momento plantam para garantir a subsistência da família para em seguida entrar na fase da comercialização dos produtos.