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Rocha faz palestra no Congresso de Heveicultura no Espírito Santo

Rocha faz palestra no Congresso de Heveicultura no Espírito Santo
Rosana Persona (Jornalista da Empaer)

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Durante o III Congresso Brasileiro de Heveicultura, em Guarapari, no Espírito Santo, o engenheiro florestal da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Antônio Rocha Vital, ministrou palestra sobre clones de seringueira para a Região Centro-Oeste. O evento promoveu intercâmbio entre os profissionais, experiências sobre os avanços tecnológicos, científicos e as novas oportunidades de negócios do setor da borracha natural. Entre os temas, vale destacar a evolução da seringueira no Brasil, análises conjunturais, produção, mercado da borracha natural, formação de preços e as novas formas de comercialização do insumo, além de inovações tecnológicas no cultivo e manejo de mudas. Outro destaque é o comportamento de clones, conforme Rocha, para a Região Centro-Oeste com a participação de representantes dos Estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins será elaborado um documento sobre o Clone RRIM 600 e a viabilidade nas demais localidades. O fator que normalmente influencia a produtividade de um seringal é o material a ser plantado. O engenheiro explica que é importante a escolha de clones que propiciem alta produção durante os primeiros anos de sangria, bem como seu ciclo econômico, que respondam bem à estimulação e que apresentem crescimento satisfatório antes e depois da entrada da fase de produção. Com base nesses caracteres clonais, o heveicultor poderá assegurar alta produção, aliada a alta taxa de retorno sobre o investimento aplicado e em curto espaço de tempo. Segundo Rocha, a expectativa para seringueira é implantar a forma de produção capaz de gerar plantas mais resistentes com o cultivo do tricomposto. A técnica consiste em criar uma planta composta de duas enxertias: uma para o caule, oriundo de clones de alta produção e outra para a copa, proveniente de um clone resistente ao fungo. O novo método foi implantado com sucesso em Pontes e Lacerda, hoje referência estadual do tricomposto. Considerada a terceira maior área do país, Mato Grosso tem aproximadamente 23 mil hectares de seringueira. Nos últimos três anos, o Programa de implementação da Heveicultura do governo no Estado já plantou 9 mil hectares de seringueira, em 15 Consórcios Intermunicipais nas áreas de agricultores familiares. A proposta é implantar no mínimo, 54 mil hectares até o ano de 2020. Além da produção de borracha o programa prevê a recuperação de áreas degradadas e reserva legal com o plantio de seringueira em sistemas agroflorestais. O III Congresso aconteceu no dia 24 a 26 de julho, no auditório do Sesc.