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Seminário aborda pesquisa sobre fungos biológicos e clone de capim para pastagens

Seminário aborda pesquisa sobre fungos biológicos e clone de capim para pastagens
Rosana Persona (jornalista)

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Durante o quarto seminário de pesquisa o enfoque principal foi a avaliação e seleção de novos clones de capim elefante para a capineira no cerrado e fungos com ação biológica, utilizados no controle das cigarrinhas das pastagens, broca do rizoma da bananeira, percevejo de renda na cultura da seringueira , larva do mosquito da dengue e mosca do chifre. O objetivo do seminário, que está sendo realizado a cada dois meses, é informar os demais pesquisadores da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) sobre o trabalho executado. O evento foi nesta segunda-feira (19.10), no Centro Regional de Pesquisa e Transferência de Tecnologia, no município de Várzea Grande. A coordenadora de Pesquisa da Empaer, Maria José Mota Ramos, enfatiza que o trabalho de pesquisa não pode ficar guardado na gaveta é necessário ser compartilhado com os demais colegas, facilitando o acesso do produtor rural às informações. Segundo a coordenadora, o seminário também é aberto à comunidade científica e aborda temas sobre transferência de tecnologia e conhecimento. Desde 2006, a Empaer está multiplicando o fungo entomopatogênico Metarhizium anisopliae que controla as cigarrinhas das pastagens e cana-de-açúcar. O coordenador do laboratório de controle biológico, Marcílio Santaella Bobroff , comenta que na próxima semana estará utilizando uma máquina extratora de conídeos (ingrediente ativo do fungo que causa a morte dos insetos) e vai permitir a produção dos fungos durante 12 meses. Conforme Marcílio, hoje o laboratório trabalha apenas cinco meses na produção de fungos. “Com a máquina extratora vamos atender melhor as necessidades do produtor, oferecendo um produto formulado, facilitando o transporte e armazenamento”, ressalta Bobroff. A extratora tem capacidade de produzir 6,4 toneladas de fungos por mês, e a produção para comercialização acontecerá somente no ano de 2010. A pesquisa com o capim elefante no Estado de Mato Grosso começou no ano de 1998, em parceria com Embrapa, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Empaer. O pesquisador Francisco Idelfonso Campos, lembra que foram testados 58 clones e apenas 14 aceitos. Os clones são oriundos da Embrapa-Centro Nacional de Pesquisa Gado de Leite do Estado de Minas Gerais. O experimento tem como objetivo selecionar pelo menos um clone mais produtivo e adaptado ao cerrado mato-grossense. O pesquisador Francisco explica que no período das chuvas o capim elefante produz de 70 a 80% de matéria verde e os 20% no período da seca. O capim elefante produz até 100 toneladas de matéria seca ou 700 toneladas de matéria viva por hectare, considerado um índice extraordinário. A maior produção do experimento no cerrado atingiu 63 toneladas de matéria seca e 500 toneladas de matéria viva por hectare. O trabalho de pesquisa está sendo executado no campo experimental da Empaer, no município de Tangará da Serra. Francisco acredita que até o fim de 2009 serão lançados três materiais genéticos de capim e repassados para os produtores rurais.