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Sistema aumenta competitividade na produção de hortaliças

Sistema aumenta competitividade na produção de hortaliças
Rosana Persona (Jornalista da Empaer)

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Produzir o ano todo é a meta do produtor rural, Edison Soriano, do município de Várzea Grande, que cultiva hortaliças há seis meses, e está satisfeito com o sistema de produção hidropônico que montou em sua propriedade com a construção de uma estufa com 864 metros quadrados para produzir três variedades de alface crespa. Na instalação da estufa e montagem das bancadas, ele gastou R$ 98 mil e espera o retorno do investimento em 18 meses. Desde janeiro de 2013, o produtor comercializa nos mercados de Cuiabá e Várzea Grande uma média de 28,5 dúzias por dia, o equivalente a 345,6 unidades de alface crespa das variedades Amanda, Solaris e Vanda. Empolgado com a produção de verduras no sistema hidropônico, ele pretende expandir com a construção de mais cinco estufas para produzir rúcula, couve manteiga, salsa, cebolinha e coentro. Edison acredita que até o final deste ano estará comercializando os novos produtos. “Durante 20 anos trabalhei com reforma em estruturas de fibras e hoje quero ampliar a minha produção de hortaliças”, salienta Edison. O biólogo e pesquisador da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Nesvaldo Bento de Oliveira, responsável pelas orientações do cultivo em sistema protegido, faz uma conta simples. A receita na propriedade do Soriano está em torno de R$ 18 mil por mês e a despesa R$ 9 mil, restando um lucro líquido de R$ 9 mil. “A hidroponia surge como uma ferramenta que pode ser utilizada para eliminar os elos desnecessários da cadeia de intermediação comercial, e tem como vantagem o retorno econômico a curto prazo", esclarece Nesvaldo. Conforme o pesquisador, a hidroponia é uma alternativa de lucro e renda para os olericultores, garantindo safras e produtos de qualidade. O sistema convencional com plantio no solo está mais sujeito ao ataque de pragas e doenças principalmente no período das águas. O cultivo, além de representar um avanço tecnológico à disposição de grandes produtores, pode ser implantado em pequenas propriedades agrícolas, sítios, chácaras e em terrenos localizados nos centros urbanos. A nova tecnologia já foi adotada nos municípios de Cuiabá, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Diamantino, Alto Paraguai, Sinop, São José do Rio Claro, Barra do Garças, Juina, Santo Antônio de Leverger e Gaucha do Norte. Nesvaldo aconselha aos interessados que façam cursos e visitas às estruturas hidropônicas em funcionamento e obtenham informações sobre o assunto antes de ingressarem na atividade.