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Técnicos recebem treinamento para atuar na cadeia produtiva do leite em Mato Grosso

Técnicos recebem treinamento para atuar na cadeia produtiva do leite em Mato Grosso
Rosana Persona (Jornalista)

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Conforme levantamento dos técnicos da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), 30% dos agricultores familiares exercem a pecuária de leite como atividade econômica, com uma produção média diária de 70 litros de leite no período das chuvas e 40 litros na seca, com um plantel de 1,05 milhões de vacas de leite. O estudo revela que o Estado possui mais de 188 mil agricultores, sendo 140 mil familiares e 48 mil de médio e grande agricultor. O médico veterinário da Empaer, João Vechi, afirma que a bovinocultura de leite é a principal atividade da agricultura familiar. Em Mato Grosso existe 718 projetos de assentamento e 90 mil agricultores assentados e a maioria dos produtores vem de uma atividade que não é agrícola, exigindo maior assessoramento técnico. Ele esclarece que nos últímos quatro anos, a bovinocultura de leite teve um incremento de 20%, chegando a produzir 2,06 milhões de litros de leite por dia. Vechi destaca, que a produção diária ainda é baixa e para implementar novas tecnologias a Embrapa Agrossilvipastoril, em parceria com a Empaer, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Secretaria de Estado de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf) e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB-MT), promoveu o módulo introdutório do Curso de Capacitação Continuada da Cadeia Produtiva do Leite em Mato Grosso, no mês de março (23 e 24). O curso contou com a participação de 75 técnicos, que serão os multiplicadores de conhecimento em seus municípios. Serão realizados mais quatro módulos, nos municípios de Sinop (24.05), Campo Verde (09.08), Pontes e Lacerda (04.10) e Alta Floresta (29.11), para capacitação de técnicos que atuam na cadeia produtiva do leite. O foco do primeiro módulo foi apresentação da metodologia de trabalho e os temas como, pastagens degradadas, recuperação de pastagens, principais doenças, manejo sanitário e outras. Durante o evento, os participantes foram orientados sobre a criação de Unidades Técnicas Demonstrativas (UTDs). A expectativa é de que ao menos 30 UTDs sejam implantadas em todo o Estado, servindo como área experimental para estes técnicos e ponto de apoio para a transferência de tecnologia. “Queremos criar um grupo muito capacitado em leite, que será referência não só para os produtores, mas também para outros técnicos e para a pesquisa. Queremos formar especialistas em todas as regiões do Estado para que proporcionem uma assistência técnica efetiva aos produtores, visando, sobretudo, os cerca de 140 mil agricultores familiares do estado”, afirma o chefe adjunto de Comunicação e Negócios da Embrapa Agrossilvipastoril, Lineu Domit. Participam também do projeto, Banco do Brasil, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural Senar-MT), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado de Mato Grosso (Fetagri).