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Trigo irrigado atinge produtividade de 90 sacos por hectare em Primavera do Leste

Trigo irrigado atinge produtividade de 90 sacos por hectare em Primavera do Leste
Rosana Persona (Jornalista)

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Novos materiais genéticos de trigo irrigado são testados no município de Primavera do Leste (231 km ao Sul de Cuiabá) na fazenda do produtor rural, Moacir Tomazetti, com uma produtividade de 90 sacos por hectare. O pesquisador da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Hortêncio Paro, considera a melhor média obtida no Estado nos últimos anos. As variedades Supera e Quartzo foram plantadas pela primeira vez na safra 2009, e a colheita foi realizada em setembro, demonstrando grande potencial para produção da cultura do trigo irrigado em Mato Grosso. Novos materiais genéticos de trigo irrigado são testados no município de Primavera do Leste (231 km ao Sul de Cuiabá) na fazenda do produtor rural, Moacir Tomazetti, com uma produtividade de 90 sacos por hectare. O pesquisador da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Hortêncio Paro, considera a melhor média obtida no Estado nos últimos anos. As variedades Supera e Quartzo foram plantadas pela primeira vez na safra 2009, e a colheita foi realizada em setembro, demonstrando grande potencial para produção da cultura do trigo irrigado em Mato Grosso. As variedades Guamirin, BRS 264, BRS 254, BR 18, IAC 350 e Brilhante foram testadas durante cinco anos. Conforme Paro, as mais produtivas foram a BRS 264 com uma produtividade de 89 sacos por hectare e a Guamirin com 81,6 sacos/hectare. A BRS 254 é a variedade que possui maior força de glúten sendo utilizada para produção de pão, massas e farinhas consideradas nobres. “Na década de 70 a produtividade era de aproximadamente 30 sacos por hectare de trigo de sequeiro. Com tecnologia e novos materiais genéticos mudamos esses números e chegamos a 42 sacos/hectare”, relembra Hortêncio. Ele chama a atenção dos produtores rurais, que possuem em suas propriedades pivôs de irrigação para cultivar também trigo. Em Mato Grosso existem mais de 300 equipamentos de irrigação, numa área de aproximadamente 30 mil hectares. “Embaixo dos pivôs estão proibidos o cultivo da soja, o trigo seria uma opção para quebra do ciclo da ferrugem asiática, doença branca e a redução da população do nematóide galha”, ressalta. A alternativa de comercialização é o moinho de trigo, instalado no distrito industrial. Segundo Paro, o produtor terá a opção de comercializar o grão do trigo dentro do Estado sem a cobrança do Imposto de Circulação e Mercadoria e Serviços (ICMS). REUNIÃO NO MOINHO No dia 28 de outubro será realizada a 4ª Reunião Extraordinária da Câmara Técnica do Trigo (CTT) para apresentar os resultados de validação tecnológica da cultura, papel do moinho no fomento da triticultura no Estado e visita nas instalações do moinho de trigo. O diretor do moinho, Carlos Eduardo Francioni estará acompanhando os membros da Câmara Técnica e mostrando toda a estrutura para atender os produtores rurais. A reunião será na sede do moinho de trigo, localizada na Rua, P, número 550, no distrito industrial, a partir das 14h30.